3 de abril de 2012

Há que chamar os bois pelos nomes

Artigo de Jacques Amaury,

sociólogo e filósofo francês, acerca de Portugal

Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.

"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PPD/PSD (Partido Popular /Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora é aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.

Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas e populares, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.

Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.

12 de fevereiro de 2012

Cavaco Silva - Ficha de inscrição na PIDE



Tanto fez para ter uma reforma condigna e está na miséria.






Bom rapaz...

28 de janeiro de 2012

A cultura do dinheiro fácil à custa de quem trabalha.

Da extinção de um feriado à extinção de um posto de trabalho


Desde que comecei a ver à venda nos hipermercados chinelas de dedo com a bandeira portuguesa
pensei cá para mim : chulé e patriotismo, faz todo o sentido, estamos no bom caminho
enquanto os fanáticos povos árabes utilizam os sapatos para invectivar governantes queridos
por cá fazem-se tostas mistas de chispe, pvc, portuguesidade e bromidrose

miammmm, miammmm

enquanto os nativos timorenses legendariamente se recusavam a pisar a sombra da bandeira portuguesa

por cá punham-na a fazer de ferradura perante a maior das indiferenças por parte dos tricotadores de opinião

a bandeira nacional que, por lei (Decreto-Lei n.º 150/87) só deveria estar hasteada das nove da manhã até ao pôr do sol,
vê-se para aí abandonada ao relento como se de uma toalha na corda esquecida se tratasse
passou de símbolo nacional a peça de agasalho
em pleno verão, de cachecol ao pescoço, milhões de portugueses aplaudem os "tugas"
PATRiOTiCAMENTE
é lindo !
e, um grupo que agora anda por aí com a bandeira portuguesa na lapela
decidiu, não sei com que autoridade, pois deu-se-lhes mandato para governar, não para destruir
extinguir o bisavô de TODOS os feriados
o 1.º de Dezembro
alguém vota contra ? claro que sim ! mas, contra a extinção do 5 de Outubro ?
mas ... está tudo parvo ou quê?
se calhar se não tivesse havido o 5 de Outubro nunca teria acontecido o 1 de Dezembro !
e fazendo a República Portuguesa parte de uma união a que pertencem também
o Reino Unido, a Espanha, a Bélgica, a Dinamarca, a Suécia, o Luxemburgo, a Holanda
faz algum sentido celebrar a passagem da monarquia para a républica ?
ah, mas os "valores republicanos"...? ? ?
sim , sim , os valores republicanos, mas só se forem os de 1910
os valores do primeiro presidente da república que comprou um carro com dinheiro do seu bolso
o regime republicano foi instituído para acabar com os privilégios de uma nobreza parasita
passou um século e a nobreza parasita foi substituída por uma casta de intocáveis
o que originalmente se instituiu como uma medida para
impedir que um antigo presidente pudesse cair na mendicidade,
concedendo-lhe uma renda vitalícia, tornou-se numa perversão
e chegamos ao ponto em que sustentar um monarca, por exemplo, o de espanha, custa anualmente ao erário espanhol
mas como os monarcas duram uma vida ... mama este e mais nenhum
ja aqui, como os PR´s se renovam habitualmente por décadas...
por enquanto mama o ramalho, o mário e o jorge
não tarda nada também mama o aníbal mais o tipo que na altura estivar a presidir é claro
e o que é que ele faz ? vai dizendo umas asneiras
e que tal , como fazem os italianos ou os alemães, o presidente da república ser eleito pelo parlamento ?
poupava-se tempo e dinheiro, logo pelos critérios em voga seria MUiTO bom
era dinheiro de sobra para manter o 1 de DEZEMBRO como feriado nacional
mostraríamos aos outros que tínhamos orgulho em ser independentes e que pretendíamos continuar a sê-lo
mas parece que não, pois que eu saiba para além do
D. Duarte, ilegítimo herdeiro da coroa, não se ouviu mais nenhum PiO
ou sim , o da
SOCiEDADE HiSTÓRiCA da INDEPENDÊNCiA de PORTUGAL
( cujo endereço do sítio curiosamente diz WEBSiTE !!! )
e que ali tem uma petição em-linha no sentido de impedir esta estupidez
agora, façam o que quiserem, ponham o cahecol, liguem o vídeo e vejam o ricardo a defender sem luvas

15 de dezembro de 2011

A chulice musical


Já todos sabemos que há grandes indústrias e impérios construídos ao longo das décadas, que agora culpam a internet como sendo o "fim do mundo", e que - talvez ainda mais incrivelmente - até consideram normal passar a tratar os seus clientes como criminosos: como poderá atestar qualquer pessoa que decida comprar um DVD, Bluray, CD, jogo, etc. para ser imediatamente brindado com clips a dizer que copiar é crime, e que para nos ajudarem até vão "infectar" aqueles sistemas de DRM que apenas servem para que os legais compradores nem sequer possam usufruir do que compraram da forma que muito bem entenderem.

Mas, pior que estar a ser roubado... é estar a ser roubado e nem sequer se poder fazer queixa. E é infelizmente esse o caso em que se encontram aquelas empresas que se tentam adaptar aos tempos modernos e a reponder às novas necessidades dos utilizadores.

Empresas como o Spotify ficam amordaçadas pelos contratos abusivos impostos pelas gigantes da indústria discográfica, mas que alguns mais corajosos começam a revelar. E o panorama... é mesmo de extorsão completa!

Entre as cláusulas comuns neste tipo de contratos estão coisas como:
1) Pagar o valor máximo de: pagar X cêntimos por cada música ouvida; ou Y cêntimos por cada cliente; ou percentagem sobre os lucros da empresa
2) Pagar esses valores adiantados (por exemplo, 1 ou 2 anos de serviço planeado) mesmo que depois não tenham clientes - mas claro, se houver mais clientes que o estimado, recebem igualmente mais por isso.
3) Direito a participação na empresa
4) Ter automaticamente acesso às mesmas condições (melhores) que negociarem com qualquer outra empresa
5) Não poder falar sobre nada disto publicamente

... Felizmente.. as coisas vão mudando... e só falta a próxima geração de "grandes artistas" (independentemente da sua qualidade musical), começar a optar pela distribuição directa, recebendo directamente das "stores" - à semelhança do que acontece com os developers de Apps. Afinal... basta que façam as contas... será que há algum artista que actualmente receba 70% dos lucros gerados pela sua música?...

daqui

12 de dezembro de 2011

Obrigado, sr. ministro!


Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este:

"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.

Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.

Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.

Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.

Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.

Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.

Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.

Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

de JOÃO CÉSAR DAS NEVES


É melhor os nossos pobres passarem fome saudavelmente? Na rua dormem com melhores condições?

Triste País que procede assim com os pobres….



19 de novembro de 2011

14 de agosto de 2011

Duo Samambaía


24 de julho de 2011

Precisamos de merda Sr Soisa.


Foi lido durante um jantar, no Carnaval de 1934, na presença de um Ministro da Agricultura – Leovigildo Queimado Franco de Sousa

Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura

Exposição

Porque julgamos digna de registo,
a nossa exposição, Sr. Ministro,
erguemos até vós humildemente,
uma toada uníssona e plangente,
em que evitámos o menor deslize,
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor, em vão esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Mas falta-nos a matéria orgânica precisa,
na terra que é delgada e sempre fraca.
A matéria em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa…
Se os membros desse ilustre Ministério
querem tomar o nosso caso bem a sério;
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade,
e mijem-nos também, por caridade…

O Senhor Oliveira Salazar,
quando tiver vontade de cagar,
venha até nós, solicito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo, com sossego,
ajeite o cu bem apontado ao rego,
e como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho.
A nação confiou-lhe os seus destinos…
Então comprima, aperte os intestinos.
e ai..se lhe escapar um traque não se importe…
quem sabe se o cheirá-lo não dará sorte…
Quantos porão as suas esperanças
num traque do Ministro das Finanças…
e também, quem vive aflito e sem recursos,
ja nao distingue os traques, dos discursos…
Não pecisa falar, tenha a certeza,
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provem da merda que juntarmos nelas .
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa,
adubos de potassa, cal, azote;
tragam-nos merda pura do bispote,
e de todos os penicos portugueses,
durante pelo menos uns seis meses.
Sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente eles nos despejem trampa.
Ah terras alentejanas, terras nuas,
desesperos de arados e charruas
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sempre a paixão nostálgica da merda…
Precisamos de merda senhor Soisa,
e nunca precisamos de outra coisa…
Ah, merda grossa e fina , merda boa,
das inúteis retretes de Lisboa.
Como é triste saber que todos vós
andais cagando, sem pensar em nós…
Se querem fomentar a agricultura,
mandem vir muita gente com soltura…
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala…
Ah, venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade,
formas normais ou formas esquisitas.
E desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia, à grande bosta,
tudo o que vier a gente gosta ,
Precisamos de merda, Senhor Soisa ,
e nunca precisamos de outra coisa…



6 de junho de 2011

Há um imenso rol de investigações a fazer.



José Sócrates deveria ser responsabilizado
criminalmente pelo mal que fez a Portugal.