16 de fevereiro de 2010

A quem confiam os vossos Computadores?


Da próxima vez que considerarem deixar o vosso computador numa loja de informática, tenham cuidado... tenham mesmo muito cuidado.

É que, a Sky News lembrou-se de fazer uma reportagem sobre estas "assistências técnicas" preparando um computador com software que gravava tudo o que os técnicos faziam, cada tecla em que carregavam, e gravando vídeo da webcam.

O resultado foi... assustador. Descobriu-se que nalguns destes locais, os técnicos procuravam por informações privadas existentes no computador, fotos, passwords, etc. e as copiavam para si.
Num dos casos, tentaram até aceder a uma conta bancária online (usando os dados falsos que tinham sido deixados propositadamente no computador.)

Aqui está mais um motivo pelo qual deverão ter uma partição encriptada onde guardem os vossos dados privados, para evitar estes possíveis abusos.

Daqui

O POLVO


José Sócrates foi Ministro do Ambiente do Governo de Guterres. Enquanto foi Ministro do Ambiente, combinou com as cimenteiras a estretégia de co-incineração de resíduos industriais perigosos em dois locais do país, um dos quais, a única cadeia montanhosa de orogenia alpina do país, em pleno Parque Natural da Arrábida.

Enquanto Ministro do Ambiente de Guterres, alterou limites da Rede Natura 2000 (no quadro da lei ou não, pouco me importa) como forma de permitir empreendimentos privados absolutamente desnecessários.

José Sócrates, enquanto Ministro do Ambiente, criou um programa nacional para pôr fim às lixeiras a céu aberto. Não lhes pôs fim, como todos sabemos e ainda hoje podemos observar, e criou um mercado nacional de resíduos que entregou aos amigos.

Muitas mais asneiras terá feito o Engenheiro (ou que raio é), que agora não poderei testemunhar dada a distância temporal a que me encontro desses dias e a minha tenra idade que não me permite olhar com vivacidade para factos de tão longínqua data.

Já desde 2005 até aos nossos dias, trago fresca memória e dessa julgo útil falar.

José Sócrates prometeu aos portugueses mudar as suas vidas, criar emprego e mais direitos laborais. O seu PS ganhou as eleições em 2005 e assim assumiu o governo da República. Desde então, Sócrates orientou um executivo que alargou para 60 horas semanais o horário de trabalho, sem direito a horas extraordinárias, ao mesmo tempo que manteve sobre os trabalhadores a espada da caducidade dos contratos colectivos de trabalho.

José Sócrates escreveu a Lei da Água que permite que todos os nossos rios, seus leitos e margens, que as nossas praias e águas subterrâneas sejam apropriadas por entidades privadas e por elas geridas, à revelia das nossas necessidades. José Sócrates privatizou todos os rios portugueses e as albufeiras das suas barragens. José Sócrates louvou o investimento em tróia que arreda da península as pessoas que ali iam desde que há memória, tal como tem feito por todo o país com a figura de Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN e PIN+) que ele próprio criou, permitindo que empresas e corporações se apoderem do espaço, dos recursos, das terras e do território nacional sem quaisquer obrigações. José Sócrates fez leis que tornam legal a imoralidade mais crápula e mais anti-patriótica que se possa imaginar.
José Sócrates entregou parcelas do território nacional a interesses imobiliários, contornou leis e criou outras para permitir implantações de infra-estruturas desnecessárias. Utilizou dinheiros públicos para estimular empreendimentos privados altamente poluentes e de elevados custos ambientais e sociais para o país.

José Sócrates entregou milhões de euros dos portugueses a empresas, de diversos sectores, como é o caso da Citröen de Mangualde, por exemplo, a troco de nada e fecha os olhos quando as empresas arrumam os trapos e deixam centenas ou milhares de trabalhadores no desemprego.

José Sócrates combina com os accionistas da EDP o aumento dos preços da energia, permitindo que continuem a acumular cada vez mais lucros através da venda de um recurso que deveria ser de todos. José Sócrates tem amizade íntima com os bancos que concentram cada vez mais e mais lucro, mesmo em alturas de crise económica, permitindo-lhes que continuem sem pagar impostos como paga quem trabalha.

José Sócrates continua a enfraquecer a Autoridade para as Condições do Trabalho, permitindo objectivamente que novas formas de escravidão e exploração desregrada surjam nas empresas portuguesas. Ao mesmo tempo, José Sócrates aumenta as taxas de justiça e diminui o apoio judiciário para que os trabalhadores não tenham como aceder aos tribunais.

José Sócrates diminui os salários dos trabalhadores da administração pública, privatiza e externaliza serviços a torto e a direito. José Sócrates é responsável pelo ataque ao Serviço Nacional de Saúde, pela falta de médicos, pela debandada de médicos para o sector privado. José Sócrates é responsável pela destruição do Serviço Nacional de Saúde, enquanto pega no dinheiro dos portugueses e o entrega aos hospitais privados para eles fazerem aquilo que os públicos deviam fazer mas não fazem porque não têm dinheiro.

José Sócrates é responsável pela privatização do ensino superior, pelo endividamento dos estudantes, pela degradação da qualidade do ensino. É também responsável pela privatização da escola básica e de importantes dimensões do seu currículo. José Sócrates privatizou importantes componentes curriculares do ensino básico, como é o caso da actividade física e motora, ou da educação musical. José Sócrates é responsável pela proliferação de centros de explicações privados e de creches e jardins de infância privados, a quem entrega o dinheiro dos portugueses de mão beijada para lucrarem com o que o Estado deveria fazer gratuitamente para todos os portugueses.

José Sócrates, queira-se ou não, é resposável pelas perseguições anti-democráticas a dirigentes sindicais e estudantis, a comunistas e a jovens activistas. José Sócrates é responsável pelo fim da democracia na gestão das escolas, pela privatização das universidades.

José Sócrates é responsável pela partidarização do aparelho de estado, onde vai colocando amigos e amigalhaços em cada vez mais posições. José Sócrates é responsável pela entrega de milhões de euros dos trabalhadores portugueses a empresas privadas dos seus amigos sem quaisquer justificação, sem sequer um concurso público para disfarçar.

José Sócrates é responsável pela não atribuição de subsídio de desemprego a cerca de metade dos desempregados portugueses. José Sócrates é responsável pela destruição das pescas e da agricultura, enquanto brinda com champagne nos bailaricos da União Europeia e abraça contente o seu amigalhaço de sempre Durão.

José Sócrates é por tudo isto responsável, e por certamente muito mais, porque escolheu de que lado se colocaria ao governar. Escolheu o lado dos poderosos, escolheu fazer o frete a esses interesses mais ou menos obscuros, mais ou menos legais. José Sócrates age contra a pátria, contra os trabalhadores. E o pior é que não precisa de fazer nada ilegal porque a lei é ele que a escreve nos gabinetes do seu governo. A constituição está silenciosamente expectante por outro amigalhaço, lá para os lados de Belém.

E depois de fazer tudo isto à claras,
ainda é preciso especular sobre o que fez às escondidas?
Daqui

15 de fevereiro de 2010

É preciso ter azar!



Poder-se-á chamar, uma fuga de merda.

14 de fevereiro de 2010

Café a 500 dólares o quilo


Fui ver porque é que este café é tão caro; e então é assim:

O alamid é um pequeno mamífero selvagem, espécie de gato almiscareiro (Paradoxorus Philippinensis), existente nas florestas filipinas, mas não só; apesar de carnívoro, adora e é perito em escolher as melhores bagas vermelhas que contêm os grãos de café. Estes, não sendo digeridos, apenas fermentam no estômago do animal e são defecados. Os filipinos procuram essas fezes valiosíssimas e delas separam (espero) os grãos com que se faz o tal café Alamid.

VAI UM CAFÉZINHO ALAMID?


13 de fevereiro de 2010

Campanha negra?... pois.


Face Oculta

Escutas revelam o ‘esquema’ e os negócios
Pode parecer ficção, mas o que ressalta das conversas telefónicas interceptadas no inquérito ‘Face Oculta’ é que um plano dominava a cabeça do primeiro-ministro e de um conjunto de homens da sua confiança ao longo de 2009: controlar a principal comunicação social do país

ler mais aqui

12 de fevereiro de 2010

Óscar da cara de pau



José Sócrates

no país dos

inimputáveis

Perante aquilo que foi revelado na última sexta-feira pelo semanário ‘Sol’, José Sócrates só tinha duas opções minimamente dignas: ou desmentia de imediato tudo o que ali estava escrito ou apresentava nessa mesma tarde a demissão. Infelizmente, a dignidade não costuma receber muitas visitas do primeiro-ministro. Por isso, Sócrates preferiu zurzir contra o jornalismo de "buraco de fechadura", em mais uma actuação digna do Óscar da cara-de-pau.

Convém que as pessoas ponham na cabeça que já estamos muito para além de qualquer combate ideológico, de qualquer braço-de-ferro entre esquerda e direita. Continuar, neste momento, a defender a actuação do primeiro-ministro perante revelações daquela dimensão não é simplesmente uma divergência de opinião – é uma obscenidade, que não se pode desculpar pela partilha de um cartão cor-de-rosa ou pela devoção a vozes autoritárias e cabelos grisalhos.

Daniel Oliveira escreveu no ‘Expresso’ que "a divulgação de informação sobre escutas telefónicas que não foram usadas pela justiça é um insulto aos direitos cívicos". Não, Daniel: o que é um insulto aos direitos cívicos é um procurador-geral da República ser confrontado com indícios daquela gravidade e entender que não há nada para investigar. Insulto aos direitos cívicos é ver a política e a justiça enroladas na mesma cama. Insulto aos direitos cívicos e à nossa democracia é José Sócrates e Pinto Monteiro continuarem alegremente nos seus cargos, como se fossem dois inimputáveis dispensados de apresentar contas ao país.

AMOR À PRIMEIRA VISTA: ÀS VEZES JACK BAUER DAVA-NOS JEITO

Já aí está em DVD a sétima temporada da série ‘24’. A receita é antiga, mas funciona. Há sempre uma conspiração complexa que é preciso revelar. Há sempre gente trafulha no governo que é preciso escorraçar.

Há sempre pessoal de confiança que acaba a trair a pátria. E há sempre, claro, Jack Bauer, um homem pouco preocupado com o segredo de justiça.

PALAVRA DO LEITOR: 05 Fevereiro 2010 – 22h26, Senra Barbas

"Opinião sincera: acho que é atribuída demasiada importância aos jornalistas"

E ninguém cometeu mais esse erro do que José Sócrates. Se o primeiro-ministro não tivesse passado tanto tempo a estudar inglês técnico teria percebido o essencial ao ler uns livros de História: não é possível colocar um garrote na comunicação social sem acabar com a democracia.

ENTREVISTAS IMAGINÁRIAS

"NA RTP PREFERIMOS O JORNALISMO DA PORTA ARROMBADA": José Alberto Carvalho, Director de Informação da RTP

– Os jornais noticiaram um conflito entre si e José Rodrigues dos Santos por causa do processo ‘Face Oculta’. O noticiário das 13 horas da RTP na sexta não referiu o assunto e o da noite ignorou-o durante os primeiros 20 minutos.

– Isso é porque nós na RTP não praticamos o jornalismo de buraco da fechadura. Preferimos o jornalismo da porta arrombada. Deixamos os meios de comunicação mais afoitos irem à frente para forçar a ferragem, e depois de toda a gente mandar a porta abaixo nós aparecemos para espreitar um bocadinho.

– Preocupa-o a violação do segredo de justiça?

– Muitíssimo. É por isso que a RTP nunca viola primeiro. Nós optamos por esperar. Quando o segredo chega às nossas mãos já foi violado tantas vezes que já nem sente nada, coitado.

– E as suas relações com José Rodrigues dos Santos?

– Estão óptimas. Ficou um bocado chateado, mas depois expliquei-lhe que aquilo podia ser um bom começo para o seu próximo romance e ele calou-se. Vai chamar-lhe ‘Asfixia Divina’.

Por João Miguel Tavares (jmtavares@cmjornal.pt)



O REGRESSO DA CENSURA


Quase a assinalar-se o quinto aniversário da entrada em funções do actual primeiro-ministro, chegámos a isto: o poder político procura instrumentalizar os tribunais como forma de restaurar o famigerado "exame prévio" à imprensa em Portugal. Algo inimaginável em qualquer outro país da União Europeia, algo que deve envergonhar todos os verdadeiros democratas. Obviamente, o Henrique Monteiro tem toda a razão: começa a abrir-se a porta à censura prévia à imprensa. Obviamente, subscrevo o que diz o Alcides Vieira: tentar calar o Sol é um atentado à liberdade de expressão. Obviamente, o Joaquim Vieira está também cheio de razão: chegou o momento de desobediência civil dos jornalistas.

Felizmente o Sol anuncia que resistirá a todas as pressões para silenciar as notícias incómodas para o chefe do Governo e o seu núcleo duro de homens de mão. E felizmente estamos integrados na Europa - o Tribunal Europeu de Direitos do Homem é hoje para nós a última instância de recurso contra as tentações autoritárias deste PS de Sócrates, indigno dos tempos em que foi o principal baluarte da liberdade em Portugal.

de Pedro Correia

11 de fevereiro de 2010

Raul Solnado - Zip zip



Que saudades tenho destes tempos.

RETRATO FIEL DO QUE SE PASSA NO PAÍS


*Quem disse que toda a piada de Joãozinho tem que ser indecente?*

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas.

Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO. (lembre-se bem deste nome)
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:

1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??


10 de fevereiro de 2010

É óbvio não é?



CGTP critica
desmantelamento
de fábrica
de bombas da ETA
em período de
desemprego elevado.


O secretário-geral da CGTP criticou as autoridades portuguesas por terem desmantelado uma suposta fábrica de bombas da ETA em Óbidos numa altura em que o país necessita de criar novas indústrias e não de desmantelar as que existem.

Na “fábrica”, uma casa alugada por supostos membros da organização terrorista basca onde foram encontrados 1500 quilos de explosivos (de acordo com o governo espanhol), 800 (de acordo com o governo português) ou apenas um fogareiro, uma lata de feijão cozido e uma caixa de fósforos (de acordo com a Federação Portuguesa de Estimativas por Baixo), trabalhariam apenas dois funcionários, mas Carvalho da Silva considera que o terrorismo é um ramo rentável e que, se lhe tivesse sido permitido desenvolver-se em condições, nada impediria o arsenal etarra de se tornar um dos maiores empregadores da região Oeste.

A respeito das actividades habituais da ETA (pôr bombas e matar pessoas), o líder sindical afirmou que “uma verdadeira bomba é a política deste governo, que não tem qualquer problema em matar as justas aspirações de milhares de trabalhadores no desemprego”. Questionado se não estaria a exagerar no seu papel de defensor dos trabalhadores oprimidos, respondeu que não, fitando o horizonte com olhar esgazeado e erguendo o queixo num ângulo heróico.

Mesmo que a política oficial do governo seja fazer de conta que Carvalho da Silva não existe, a Inépcia sabe que o comentário surtiu efeito nas mais altas instâncias, preparando-se o ministério da Economia para apadrinhar a venda da fábrica da Qimonda em Vila do Conde ao Hezbollah, que converterá a unidade fabril em exclusivo ao fabrico de detonadores e mísseis de médio alcance. Esta ligação próxima entre indústria e terrorismo será vista pelo governo como uma solução para a estagnação industrial, já que mais nada tem funcionado e o país já está por tudo.

A ETA reagiu por intermédio de um breve comunicado redigido no complicado idioma basco, cujo conteúdo poderá ser “estamos prontos para colaborar com os nossos irmãos portugueses nas causas conjuntas da recuperação económica e da luta contra a opressão espanhola”, “deixem-nos em paz, colaboracionistas portugueses” ou “o vosso arroz de marisco bate qualquer paella”.

do Inépcia