7 de abril de 2009

Vírus informático Conficker ameaça computadores de todo o mundo


Os especialistas informáticos de todo o mundo estão preocupados com a evolução de um vírus informático chamado Conficker, que se reforçou no dia 01 de Abril.

O Conficker, também conhecido por Downadup, é um vírus informático descoberto em Novembro, e que se espalhou por mais de 10 milhões de computadores com o Windows em todo o mundo. Esta ameaça funciona como um «botnet», ou seja, pode usar um conjunto de computadores ligados em rede que correm o vírus automaticamente e podem ser programados para atacar um mesmo alvo em simultâneo.

A questão é saber se o vírus, que já está em milhões de computadores, vai causar o caos ou permanecer inactivo.

A Microsoft já prometeu uma recompensa de 250 mil dólares a quem consiga identificar os responsáveis pelo vírus, capaz de se reproduzir nas redes de computadores sem anti-vírus próprios e actualizados, está programado para modificar-se nos dias 01 de Abril quando os computadores infectados forem iniciados.

Detectado pela primeira vez em Novembro de 2008, o Conficker pode infectar os computadores através da Internet, passando de um computador para outro. Uma vez instalado, constrói defesas para impedir a sua eliminação e transforma os computadores em «máquinas zombies», ou seja, numa rede ao serviço dos piratas informáticos.


VÁ LÁ PESSOAL. TOCA A DESCOBRIR OS GAJOS.
250 MIL DÓLARES É DINHEIRO.



6 de abril de 2009

"Isto vai ser outro processo Casa Pia"


por CARLOS RODRIGUES LIMA

Lopes da Mota terá comparado o caso ao processo da Casa Pia e às consequências que o primeiro poderia ter no Ministério Público, dizendo a Vítor Magalhães e Paes de Faria que ambos estavam "sozinhos sem apoio". O Procurador-geral omitiu os pormenores dos contactos na reunião do Conselho Superior. O presidente do Eurojust volta a negar qualquer pressão.

Foram 48 horas diabólicas para os procuradores do caso Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria: entre quarta e quinta-feira da semana passada, dois contactos com Lopes da Mota, presidente do Eurojust, "acabaram com a amizade entre os três", segundo um procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Foram conversas de meias palavras, provavelmente com recados implícitos. Lopes da Mota fez vários avisos que deixaram os colegas espantados: "Isto (caso Freeport) vai ser outro processo Casa Pia para o Ministério Público", "vocês estão sozinhos nisto e lixados", foram algumas das expressões, confirmadas pelo DN junto de um procurador que acompanhou todos os contactos.

Contactado ontem pelo DN, e confrontado com os novos dados do caso das pressões, Lopes da Mota voltou a negar que alguma vez tenha tentado pressionar os colegas. "Mantenho e reitero o que já disse: da minha parte não houve qualquer tentativa de pressão. Longe de mim semelhante actuação". O presidente do Eurojust recusou adiantar mais pormenores, uma vez que "todos os esclarecimentos serão prestados no inquérito instaurado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP)".

Apesar da aparente segurança de Lopes da Mota, certo é que no tal inquérito do CSMP está em desvantagem: será a palavra de Vítor Magalhães e Paes de Faria contra a sua. "Os colegas estão de rastos com toda a situação. Sobretudo o Magalhães para quem Lopes da Mota era um motivo de orgulho pelo facto de ser um português a presidir a uma organismo europeu de cooperação judiciária", disse ao DN a mesma fonte do DCIAP.

Tudo começou na quarta-feira da semana passada. Na manhã desse dia, segundo contou o próprio aos procuradores do Freeport, Lopes da Mota esteve em Portugal reunido com o Ministro da Justiça, "para tratar de uns protocolos", explicou. Já em Haia, na Holanda, sede do Eurojust, contactou os colegas e durante a conversa misturou a reunião com o ministro e as suas opiniões obre o Freeport, como compará-lo ao caso Casa Pia, dizendo que Vítor Magalhães e Paes de Faria estavam "sozinhos, porque ninguém vos apoia".

Dizendo depois que "isto vai ter pesadas consequências para vocês". Quem é este "vocês" é que ninguém consegue explicar. Serão consequências para os procuradores ou para o Ministério Público, tendo em conta a referência ao processo da Casa Pia?

Na quinta-feira, novo contacto, mas desta vez o assunto era iminentemente jurídico: Lopes da Mota terá feito questão em citar as páginas exactas do Comentário Conimbricense do Código Penal, na questão da prescrição do crime de corrupção para acto ilícito, considerando que os eventuais crimes em causa no Freeport estavam prescritos.

Enquanto estes contactos decorriam, Cândida Almeida, directora do DCIAP, estava no Porto a acompanhar um seminário sobre corrupção. Só na sexta-feira é que terá sido informada dos contornos do caso, ficando de o reportar ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Só que os acontecimentos precipitaram-se com a entrada em cena do Sindicato do MP.

Anteontem, o CSMP aprovou a realização de um inquérito. Na reunião, Pinto Monteiro não contou em detalhe o que Vítor Magalhães e Paes de Faria lhe transmitiram. Ficando por referências genéricas ao episódio.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1192136

4 de abril de 2009

O artigo de opinião de que Sócrates não gostou


É este o artigo de opinião, publicado no Diário de Notícias a 3 de Março, que levou o Primeiro-Ministro a processar judicialmente o jornalista - e "ministro" deste Governo Sombra - João Miguel Tavares:

"OPINIÃO

José Sócrates, o Cristo da política portuguesa

por João Miguel Tavares

Jornalista

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.

Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?

À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."

3 de abril de 2009

O Grande lider


O secretário-geral do PS criticou, este domingo, em Viseu, aqueles que ficaram «sem programa» depois de ter «falido» a ideia de que o liberalismo económico selvagem era a resposta para os problemas.
José Sócrates assumiu ainda que o trabalho do Governo vai estar em jogo nas eleições europeias e mostra-se tranquilo porque os socialistas acompanham o modelo social europeu. «Se há uma conclusão ou lição a tirar neste período e nesta crise é que nós precisamos neste momento não de menos Europa, mas de mais Europa», acrescentou.

O Engenheiro só pode estar armado em parvo ou em pseudo-socialista para vir agora lavar as mãos do “falido liberalismo económico selvagem”. Qual é inevitavelmente a ideologia de quem defende o vigente modelo Europeu, de quem disse “porreiro pá”? O Engenheiro tem responsabilidades na actual crise, tenha vindo ela de onde tenha vindo. Esta ideia de se fazer de socialista já nem no freeport a consegue vender.
O Engenheiro pode ser mentiroso, arrogante e mau, mas não é parvo e sabe bem que esta crise lhe pode causar um desgaste enorme daqui até às legislativas. Por ele podiam ser já para a semana, pelo que já tenta transformar as Europeias numas primárias afirmando serem elas uma avaliação ao seu trabalho, aproveitando para ganhar com uma vitória nessa altura algum balanço para o futuro. Pode ser que a abstenção e o voto de protesto o lixem.



Impostos – porque se penalizam os detentores de menores rendimentos?


Cerca de 50% da população portuguesa, recebe apenas 24,7% do rendimento distribuído no nosso País, enquanto 10% dos cidadãos mais ricos recebe 29% do rendimento total. Em 2006, a conjugação entre a crescente debilidade da riqueza produzida em Portugal e o aumento da carga fiscal decidida pelo governo português vai traduzir-se num novo decréscimo do bem estar dos cidadãos. Em 2003, a carga fiscal1 em Portugal já tinha subido para 37% do PIB, revelando uma tendência crescente, contrária à registada na UE-15. Neste contexto, os impostos indirectos representavam 43% da carga fiscal, sendo Portugal o 3º país da UE-25 em que o peso deste tipo de impostos era mais significativo na estrutura fiscal, depois de Chipre e Irlanda. Paralelamente, os impostos directos representaram 25% da carga fiscal, relevando um decréscimo de importância relativa a partir de 2000. A taxa normal do IRC foi ainda diminuída em 2002, de 32% para 30% e mais recentemente, em 2004, de 30% para 25%.

Em Portugal, verifica-se que o sistema fiscal tende a agravar ainda mais a desigualdade na distribuição do rendimento entre os cidadãos portugueses. Os impostos directos são mais justos do que os impostos indirectos. De facto os impostos directos atendem ao rendimento auferido por cada contribuinte como acontece com o IRS (em principio paga-se mais IRS quanto maior for o rendimento auferido). O mesmo não acontece com os impostos indirectos (nomeadamente com o IVA, o Impostos sobre o tabaco e sobre os combustíveis), porque não equacionam o rendimento auferido por cada contribuinte. Como exemplo, aponte-se que neste caso o imposto pago ao Estado Português por cada maço de cigarros ou litro de gasolina é o mesmo para um cidadão que ganhe o salário mínimo nacional, ou que tenha uma remuneração anual superior a um milhão de euros. Como consequência, já em 2001, por cada 100 euros de impostos arrecadados pelo Estado 56 tinham como origem impostos indirectos. Em 2004 esse valor terá oscilado em torno de 62 (logo apenas 38 euros em cada 100 euros de receita arrecadada terá decorrido de impostos directos).

Neste contexto, não se justifica uma reflexão por parte do governo português, visando um reequilíbrio entre os impostos directos e indirectos a cobrar pelo estado aos cidadãos? Reconhecendo-se que o combate à fraude e à evasão fiscal tem sido ineficaz em Portugal porque não se autoriza e torna público o levantamento do sigilo bancário para empresas, membros das administrações e profissões liberais? Porque não se promove, sem barreiras, o cruzamento sistemático e total dos dados fiscais e da Segurança Social e se incentiva o direito dos trabalhadores a acederem, pela Internet, ao seu registo na Segurança Social para controlarem os descontos entregues pela empresa onde trabalham? Porque não se reforçam os efectivos da Administração Fiscal e da inspecção da Segurança Social, tanto em termos qualitativos como quantitativos, pondo fim à degradação rápida destes serviços vitais do Estado? Porque não se eliminam os elevados benefícios e privilégios fiscais de que se aproveitam fundamentalmente as grandes empresas e os possuidores de mais elevados rendimentos. Aos portugueses cabe o direito de resposta.

Fernando José cebola Lidon
Professor Universitário (fjoseceb@netvisao.pt)


Voar e caminhar sobre a água já é possível

Jetlev é um inacreditável novo aparelho que permite voar e caminhar sobre água. Começa a ser comercializado este mês, mas não é para todas as bolsas (Veja o vídeo)



2 de abril de 2009

Eles têm muita lata


A declaração de rendimentos depositada no Tribunal Constitucional por titulares de cargos públicos "não valia nada" na década de 80, porque "nunca era levada a sério por ninguém". Isaltino de Morais, que está a ser julgado por corrupção passiva, entre outros crimes, afirmou-o esta semana com todas as letras.

Isaltino terá dito em voz alta o que outros não se atrevem sequer a sussurrar. Que o verbalize com a maior desfaçatez é preocupante. Que isso seja encarado com um sorriso complacente é grave. A menos que todos tenhamos já interiorizado que, nos anos 80 como hoje, as declarações podem ser completamente falsas. Se o conteúdo não é escrutinado, ninguém vai à mão dos autores. A ausência de castigo é combustível para a impunidade. Por isso o autarca revelou que não se sentia obrigado a prestar contas das verbas que sobraram das campanhas eleitorais. Pois se não há registo de reclamações...

O presidente da Câmara de Oeiras tem muita lata, mas em lata não está sozinho. Seis municípios minhotos não foram assaltados pela mais leve das dúvidas quando designaram para presidir à administração de uma empresa intermunicipal Domingos Névoa, "homem forte" da Bragaparques, recentemente condenado por tentativa de corrupção de um vereador da Câmara de Lisboa. Insistamos num ponto: a empresa é intermunicipal. De natureza pública, portanto, mesmo que juridicamente não seja esse o seu estatuto. Como já conheço de cor os argumentos favoráveis à decisão, avalie o leitor se têm pertinência: o cargo é, ao abrigo de um acordo parassocial, ocupado rotativamente pelas entidades detentoras de capital da empresa; não é remunerado; a condenação ainda não transitou em julgado, estando um recurso a correr; trata-se - até este se ouviu! - de uma "questão pessoal", não considerada na nomeação (sobre a dita "questão pessoal", Névoa esclareceu, entretanto, que não roubou, limitou-se a "defender um negócio"). Não há aparelho de Justiça que resista a tanta lata.

Nenhum destes argumentos me comove. Um mínimo de ética seria suficiente para se sobrepor a todos eles. A nomeação é, antes de mais, uma bofetada no tribunal que condenou Névoa. E revela falta de vergonha dos autarcas envolvidos. Ou melhor: falta de decência. O que está em causa é isso mesmo, decência. Decência que, sendo pública, é por natureza mais exigente.

Na crónica da semana passada, atribuí a António Aleixo o verso de Fernando Pessoa "O poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente". Não se tratou de um lapso, mas de um erro de palmatória, para o qual chamaram a atenção dois leitores atentos, a quem agradeço. Impunha-se a correcção. Aqui fica, com um pedido de desculpas aos leitores.

PAULO MARTINS - JN

Um texto lapidar, de Mário Crespo, no "Jornal de Notícias", sobre a agonia do Estado de Direito, em Portugal


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Imagem do KAOS


"Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?

Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui."

Mário Crespo, no "Jornal de Notícias

http://braganzamothers.blogspot.com/



Polícia Espanhola no seu melhor!


Polícia espanhola

não deixou jovem viajar.

Viagem de fim de curso de quatro estudantes acaba em pesadelo

00h30m

JESUS ZING

Uma estudante portuguesa foi impedida de embarcar para Londres, no sábado, no aeroporto madrileno de Barajas, pela Polícia Nacional de Espanha. Mostrou o Bilhete de Identidade, mas a Polícia exigiu desnecessariamente o passaporte.

A viagem de fim de curso de quatro estudantes da Secundária José Estevão acabou em pesadelo. Tinham como destino Londres, onde iam passar uns dias, mas acabaram por ficar em Madrid. Uma agente da Polícia Nacional de Espanha impediu o embarque de uma das jovens. "Mostrei-lhe o Bilhete de Identidade (BI) e ela disse-me que queria o passaporte, que sem o passaporte não poderia seguir viagem", disse, ao JN, Liliana, de 17 anos, que por ser menor levava a necessária autorização dos pais para poder viajar sozinha.

"Mostrei-lhe esse papel, mas ninguém ligou. Ela disse que queria o passaporte e uma autorização da Polícia portuguesa, que sabemos não existir", conta Liliana. "Quando dissemos que para o Reino Unido apenas precisávamos do BI, a agente chegou a referir que o Reino Unido não fazia parte da União Europeia, sendo por isso imprescindível a apresentação do passaporte", referiu.

O que aconteceu a seguir foram 12 horas de pesadelo. Nem a intervenção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Vilar Formoso (inspectores Martins e Vítor Branco), do Gabinete de Emergência do Consulado Espanhol (Carla Moiteiro) ou da Chanceler portuguesa em Madrid, valeram para resolver o pedido desnecessário da Polícia espanhola, visto que apenas pode ser exigido a autorização parental e o BI. Tão pouco os agentes da Polícia espanhola aceitaram falar telefonicamente com os pais da jovem. Por ser sábado, a Embaixada de Portugal em Madrid estava fechada, e mesmo os telemóveis da agência de viagens que em Portugal fez a reserva dos voos e do hotel em Londres dados pela empresa às jovens para assuntos urgentes estavam desligados, situação não esclarecida, ao JN, por ausência do responsável. "Esperamos que alguém se responsabiliza pelos danos causados", diz Liliana. As colegas não seguiram para Londres por solidariedade e, para agravar a situação, uma mala perdeu-se no aeroporto. Foram feitos protestos na Ibéria (Porto) e para a Embaixada de Espanha em Lisboa - que disse ontem ao JN nada saber - e alertado um deputado europeu.

SEMPRE QUE PODEM FAZEM QUESTÃO DE DEMONSTRAR
O CARINHO QUE NUTREM PELOS "IRMÃOS PORTUGUESES".

DESCRIMINAÇÃO? NÃO! ISTO É AMOR.



1 de abril de 2009

SÓCRATES DEMITE-SE


SÓCRATES DEVIDO A PROBLEMAS DE CONSCIÊNCIA DEPOIS DE TER CHEGADO À CONCLUSÃO QUE SÓ TEM FEITO M... PEDIU DESCULPA AO POVO PORTUGUÊS EM COMUNICADO NAS TELEVISÕES E APRESENTOU O PEDIDO DE DEMISSÃO AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.