15 de março de 2009

ONDE É QUE ISTO VAI PARAR?



15 Março 2009 - 02h00 CORREIO DA MANHÃ

Crise: 230 mil pessoas com dívidas nas farmácias

Reformados já pagam remédios a prestações

Já são mais de 230 mil os portugueses, sobretudo idosos e com reformas baixas, que revelam dificuldades em pagar os medicamentos que, por prescrição médica, são obrigados a tomar todos os dias. Alguns optam por adquirir menos quantidade do que a receitada, sobretudo nos remédios mais caros, como os de combate ao colesterol, e outros, a maioria, estão a optar pelo pagamento da receita em prestações, solicitando esse tipo de crédito à farmácia onde são clientes habituais.

UNS COM REFORMAS PRINCIPESCAS,
OUTROS NEM PARA OS MEDICAMENTOS DÁ!

SENHORES POLÍTICOS DESTA TERRINHA,
TENHAM VERGONHA!!!!!



11 de março de 2009

OS NOVOS POBRES


A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do BCP que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho.

A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90.000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.

90.000 € POR CADA REUNIÃO? FAXAVOR!!!!

TADINHOS.. TOU MESMO COM PENA DELES.



Almeida Santos e as faltas dos deputados.

Comentário de Almeida Santos acerca das faltas dos deputados:

«Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso.. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».

Pois...pobres deputados que ganham só 3708 euros de salário-base,mais 10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias


http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-
vencimento

(tive de apontar para a cache do google porque a página desapareceu...)

Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma justificação para faltar ao trabalho, não é? Aliás, acho que tal justificação está mesmo contemplada no novo código de trabalho...
Ser deputado não pode ser uma escravatura ! Claro! Escravatura é para os trabalhadores a recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar.

É, portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF.......
Pois o Sr. Dr. Almeida Santos não se apercebe o penoso que é para o vulgar cidadão ouvir frases tão deslocadas da realidade que são até ofensivas para quem, de facto, trabalha.


VERGONHA!!"

http://mygpslostitself.blogspot.com/2009/03/almeida-santos
-e-as-faltas-dos.html



DIARRÉIA MENTAL?



10 de março de 2009

MAIS UMA...



MAIS UMA REFORMA ESCANDALOSA A JUNTAR A TANTAS OUTRAS



Reformado do Estado vai receber 8059 euros



Só este ano, mais de uma dúzia de funcionários públicos aposentaram-se a ganhar acima dos cinco mil euros

00h30m

ALEXANDRA FIGUEIRA

A reforma mais alta dada na Função Pública, este ano, passa dos oito mil euros. Pensões acima dos cinco mil euros, o JN contou pelo menos 13, duas das quais a partir do dia 1 de Abril. Uma delas, atribuída a um juiz desembargador, é de 5951 euros.

Perto de 6900 funcionários públicos passaram à reforma, entre Janeiro e Abril deste ano. A maioria das pensões está entre o salário mínimo nacional e os mil euros por mês, mas já foram atribuídas algumas milionárias. Entre elas estão perto de uma dúzia superiores a cinco mil euros e, até, duas de seis mil euros (dadas a dois quadros superiores, da RTP e dos CTT). A de valor mais alto foi atribuída a uma vice-cônsul: 8059 euros.

Apesar de o Estado também ter pensões baixíssimas, em média, os seus reformados passam a velhice com um rendimento superior aos mil euros, adiantou Maria do Carmo Tavares, dirigente da CGTP e especialista em pensões, no privado, a média está pouco acima de 400 euros, disse.

"Na Função Pública, ninguém se reforma com menos de 36 anos de descontos", justificou Carlos Pereira da Silva, professor universitário e conhecedor dos sistemas de pensões de reforma. Ao contrário, os reformados da iniciativa privada fizeram descontos durante uma média de 21 anos, disse Maria do Carmo Tavares. "No Estado ninguém foge" ao pagamento da Segurança Social e, na iniciativa privada, há trabalhadores que só depois do 25 de Abril tiveram direito a fazer descontos, disse.

A diferença na carreira contributiva é a principal razão que justifica pensões de reforma mais altas na Função Pública, mas não a única: também os salários são, em média, superiores, já que o Estado emprega mais profissionais qualificados, como professores, médicos ou magistrados, do que a iniciativa privada, lembraram.

Uma terceira razão que justifica a diferença nos valores das pensões é o seu método de cálculo. Tanto a Função Pública quanto a iniciativa privada estão a adoptar novas regras mas, durante uma fase de transição, os trabalhadores do Estado ainda beneficiam de um regime mais favorável: parte do valor é igual a 90% do último salário, enquanto que no privado é feita a média dos melhores 10 dos últimos 15 anos de descontos.


AQUI TEMOS A VERDADEIRA DEMOCRACIA PORTUGUESA. QUAL IGUALDADE QUAL CARAPUÇA? A ESMAGADORA MAIORIA DOS REFORMADOS PORTUGUESES A PASSAR FOME, PORQUE A PENSÃO NÃO DÁ SEQUER PARA OS MEDICAMENTOS, E DEPOIS ASSISTIMOS A ISTO "UMA DATA DE COITADINHOS" QUE FICAM A RECEBER ESTAS AUTÊNTICAS BOLADAS.

O POVO ESTÁ DE SACO CHEIO, DEPOIS NÃO SE QUEIXEM!




9 de março de 2009

UNITA acusa Vale e Azevedo por burla


09 Março 2009 - 02h00

Londres: Presidente Isaias Samakuva enganado ao almoço por Vale e Azevedo.

O negócio foi selado à mesa de um restaurante de luxo londrino, em Abril do ano passado. De um lado João Vale e Azevedo; do outro Isaias Samakuva, o presidente da UNITA. O primeiro quer investir em Angola, através do "projecto inovador na área do biocombustível"; o segundo entusiasma-se com a "criação de postos de trabalho na exploração dos recursos naturais". O investimento era de 50 milhões de dólares – mas, por "boa-fé", a UNITA tinha de investir primeiro um milhão de dólares (800 mil euros) na empresa de Vale. Foram burlados.


O HOMEM NÃO BRINCA EM SERVIÇO.
É UM SOMA E SEGUE DE VIGARICES, ANTIGAMENTE UM ESCUDO
ERA UM ESCUDO, AGORA UM MILHÃO É UM MILHÃO.....INFLAÇÃO?



8 de março de 2009

Está bem... façamos de conta


Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

6 de março de 2009

"Olhem para mim a nadar"


Há uns anos houve uma inundação na garagem do meu prédio. Os carros ficaram com água pelos radiadores, e só de galochas se conseguia aceder a eles e tentar inutilmente tirá-los dali. Continuava a chover e a água, na garagem, não parava de subir. Então, o administrador do condomínio resolveu intervir afixando um comunicado a tranquilizar-nos: "A situação, embora alarmante, não é preocupante". O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse-o por outras palavras quando se soube que o desemprego chegara aos 7,6% no último trimestre de 2008, ainda antes da vaga de "layoffs" e fechos de empresas que se seguiu: "É um sinal de esperança…".

Agora, Silva Lopes, ex-governador do Banco de Portugal, revelou que o país corre o risco de deixar de ter crédito no estrangeiro e que a contracção da economia portuguesa pode chegar a 5% ou mais. O Governo e Manuel Pinho dir-nos-ão que a situação, embora alarmante, não é preocupante, e que em breve começarão as obras do TGV. Assim a modos como o Menino Ru de "Joanica-Puff" a afogar-se e a vir a espaços à tona dizendo: "Olhem para mim a nadar, olhem para mim a nadar!".


POIS É! O PROBLEMA É QUE OS MAMÕES DE SEMPRE

FICARIAM SEM AS RESPECTIVAS LUVAS.

ELES É QUE SE INTERESSAM DE ENDIVIDAREM O PAÍS

DURANTE AS PRÓXIMAS DÉCADAS!!!



5 de março de 2009

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA

João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.pt

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.

Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?

À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.



4 de março de 2009

A táctica de Barack Obama.




MAIS UM A CAMINHO DAS NOVAS OPORTUNIDADES...

Sabe quem é António Pinto de Sousa ?

Ora vejam:

É o novo responsável máximo pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT
(Instituto da Droga e Toxidependência).

Tem competência atribuída, para empossar quem quiser,

independentemente da sua qualificação académica e profissional,

para os cargos dirigentes do Instituto,

contrariando os próprios estatutos do IDT.


Ahahah... já esquecia de dizer:

É irmão de José Sócrates.