27 de fevereiro de 2009

O país dos milagres


O Vaticano anunciou nova fornada de santos, entre eles o condestável Nuno Álvares Pereira, a quem atribui a cura do olho esquerdo de uma velhinha de Vila Franca de Xira, atingido por salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe.

O Vaticano que me perdoe, mas, então, e os milagres da multiplicação do solo edificável e dos milhões nas contas de autarcas e familiares que todos os dias se produzem por esse Portugal fora?

O das moradias, automóveis, casas de férias, barcos de recreio, do presidente, vice-presidente, vereadores e directores de serviços da Câmara de Braga que a ciência não pode explicar com base nos seus parcos rendimentos?

E o milagre da falta de "recursos humanos" para investigar tal milagre? E o da PJ ter, segundo o MP, atribuído prioridade a "outras investigações"? E o suavíssimo milagre da recusa do PS em criminalizar o enriquecimento ilícito? E os milagres das aparições, em cima de azinheiras, sobreiros e áreas protegidas, de PIN aprovados à pressa em vésperas de eleições? Irá o Vaticano canonizar, a seguir, a generalidade da classe política dirigente portuguesa?


Mai nada!!!



26 de fevereiro de 2009

Em dois meses fecharam mais de 600 cafés em Portugal


Apanhados pela crise muitos cafés e restaurantes estão a fechar. Só nos últimos dois meses encerraram mais de 600 estabelecimentos de restauração. Os comerciantes dizem que os clientes estão mais poupados e contam que até a bica sai menos por estes dias.

A associação que representa os empresários ligados à restauração e hotelaria confirma as contas feitas esta quarta-feira pelo «Correio da Manhã» de que cerca de 600 estabelecimentos encerraram as portas nos últimos dois meses. A Ahresp, a Associação da Restauração e Similares de Portugal, admite que as ajudas previstas não estão a chegar a todos.

Entre hotéis, restaurante e cafés, há em Portugal cerca de cem mil estabelecimentos hoteleiros. Os últimos que fecharam deixaram 1800 pessoas desempregadas.


O GOVERNO AJUDA OS BANQUEIROS (AUTÊNTICOS PARASITAS QUE NADA PRODUZEM E NOS ROUBAM DESCARADAMENTE), E COMPLICA CADA VEZ MAIS A VIDA DE QUEM TRABALHA.

VOTEM NELES, VOTEM!

ESTAMOS À ESPERA DE QUÊ? OUTRO 25 DE ABRIL, JÁ!

MAS DESTA VEZ À BORDOADA, QUAL CRAVOS QUAL CARAPUÇA.



22 de fevereiro de 2009

Não mais Ronaldo, pelas almas!


Fugi da RTP e entrei na SIC, de onde saí imediatamente a correr para a TVI, mas logo tratei de escapar à pressa e passar para a SIC/Notícias, de onde tive de, a todo o pano, fazer uma retirada estratégica para um canal estrangeiro, onde NÃO me convidavam a sentir-me no sétimo céu por ser compatriota de Cristiano Ronaldo. É que, francamente, já não havia pachorra para escutar mais hinos à glória de ter BI nacional o melhor futebolista do Mundo.

Deve ser defeito meu, esse de me estar nas tintas para qualquer prémio que, com maior ou menor dose de engano, nos diz que somos os maiores nisto ou naquilo. Deve ser defeito meu, repito, pois a verdade é que uma enorme onda de orgulho deve ter percorrido Portugal inteiro, de tal modo que mesmo o gabinete do presidente da República e o gabinete do primeiro-ministro se apressaram a enviar mensagens de congratulação à mais recente glória verde-rubra.

Afinal, devia estar orgulhoso porquê? Ter o melhor futebolista significa ter a melhor equipa nacional? Nem de perto nem de longe! Os prémios individuais deixam-me indiferente. Não é por termos um Nobel da Literatura que me envaideço, prefiro pensar na miríade de escritores que, por vezes quase no anonimato, vão contribuindo para que a literatura portuguesa permaneça viva e seja uma realidade tão digna e tão valiosa como a de outros países "melhores" do que nós.

Vivi num tempo em que as grandes referências portuguesas no estrangeiro eram um futebolista e uma fadista. Talvez por isso fique agora indiferente quando vejo a situação repetir-se, com a FIFA a coroar Ronaldo ou os média a regozijar com os êxitos internacionais de Mariza. Não ficaria indiferente se Portugal recebesse prémios por ter um melhor nível de vida ou um mais baixo índice de iliteracia, um sistema de saúde digno desse nome ou menor desequilíbrio entre ricos e pobres. Como, decerto, isso nunca acontecerá, resigno-me. Mas ao menos não tentem compensar a minha frustração com glórias efémeras como essa de, em 2008, ser um português o melhor a dar pontapés numa bola! Se pensavam que assim me distraíam da crise, estão muito enganados!

JN 20.01.2009

Felizmente há quem não vá em futebois.



19 de fevereiro de 2009

Para quem não gosta de Karl Marx ......


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867


18 de fevereiro de 2009

Homossexualidade “não é normal”


“Não é normal”. Palavras do cardeal D. José Saraiva Martins em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O sacerdote voltou a realçar, à semelhança do Cardeal Patriarca de Lisboa, os perigos de uma mulher católica casar com um muçulmano.

“A homossexualidade não é normal”, considerou D. José Saraiva Martins, na terça-feira à noite, na Figueira da Foz, durante a tertúlia “125 minutos” com Fátima Campos Ferreira. Recorrendo à Bíblia, justifica as suas palavras: quando Deus “criou o ser humano, criou o homem e a mulher”.

“É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja”, defendeu.

De acordo com o cardeal, a situação ainda se torna mais problemática quando está em causa a educação das crianças, visto que “quando se juntam dois homossexuais, eles ou elas, se há crianças, evidentemente, aquela união, aquele casamento, não pode providenciar a formação das crianças”.

É evidente que a homossexualidade não é normal. Uma coisa é tolerarmos esses desvios comportamentais (desde que se comportem com alguma discrição e não incomodem os outros) outra coisa é legalizar estas situações. Esta pretensão apenas prova, mais uma vez, o absurdo declínio da nossa sociedade.


Uma guerra só com vencidos


Em Dezembro de 2008, havia no conjunto dos 27 países da União Europeia 17,911 milhões de desempregados. Em Novembro, havia menos 309 mil pessoas, o que nos pode levar a concluir que neste preciso momento já passamos a barreira dos 18 milhões em toda a União Europeia. E o número, inexoravelmente, subirá. Em Portugal, a população desempregada é pouco menos de meio milhão, precisamente 437,6 mil pessoas. Temos presentemente uma taxa de 7,6 % de desempregados, curiosamente melhor em duas décimas do que a previsão do Governo. Mas temos, é uma evidência, uma situação social que se degrada de dia para dia. Os que vivemos os conturbados tempos que se seguiram ao 25 de Abril não recordamos outro tempo em que o emprego, o fecho de fábricas, os salários por pagar fizessem tanta abertura de telejornal, fossem tantas vezes manchete nos jornais. O fim desta crise mundial não está à vista e mesmo que o estivesse, não é crível que a recuperação de empregos se faça à velocidade a que se vão perdendo agora.

O povo costuma dizer que por cada porta que se fecha se abre uma janela, mas a verdade é que não se vêem muitas frestas para ajudar a renovar esta economia apodrecida. Se a crise se prolongar por mais um ano e se o desemprego mantiver a actual progressão, chegaremos ao fim como se tivéssemos atravessado uma guerra. Só que esta "guerra" atinge todos, só terá vencidos, não vai haver vencedores magnânimos que possam financiar planos de ajuda internacional para recuperar os derrotados e os ajudar a sair da crise em que mergulharam. É por isso que, país a país, temos de arrepiar caminho e mudar muitos dos nossos procedimentos sob pena de, repetindo erros, prolongarmos a crise, adiarmos uma recuperação que, de qualquer forma será lenta e dolorosa. E diferente do que conhecemos. O comunismo morreu, o capitalismo adoeceu gravemente e o que quer que dele resulte terá de ser necessariamente diferente. Os economistas e os políticos não têm ainda a receita, mas é óbvio que o desenvolvimento futuro terá de ser sustentável. O problema é que, não sendo por agora previsível o fim da crise, não podemos também fazer já um relatório de danos. Eles são elevados e vão ainda subir muito. De um ponto de vista social, obviamente, mas também pode subir a níveis políticos, questionando a eficácia dos regimes democráticos. É que uma crise social profunda é sempre terreno fértil para os populismos que antecedem os totalitarismos.

Portugal, país dito de brandos costumes, poderá estar a caminho de uma das suas crises mais profundas. Em ano de eleições, muitas propostas estarão sobre a mesa. Oxalá os políticos sejam capazes de formular as mais correctas e os portugueses de mostrar a si próprios que trinta e tal anos de democracia nos deram ouvido suficiente para não nos deixarmos embalar por músicas encantatórias.



Solidão tão prejudicial como fumar


O isolamento social prejudica a saúde e pode ser tão nocivo como fumar, segundo John Cacioppo, professor de psicologia da Universidade de Chicago e um dos investigadores da temática solidão mais conceituados dos Estados Unidos da América (EUA).

Um novo estudo realizado por Cacioppo e outros investigadores da Universidade de Chicago indica que a solidão afecta o comportamento das pessoas e a forma como os seus cérebros funcionam.

A pesquisa, apresentada durante a conferência anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), utilizou exames de ressonância magnética para estudar as conexões entre isolamento social e actividade cerebral.

Os especialistas verificaram que nas pessoas mais sociáveis uma região do cérebro conhecida como estriato ventral ficou muito mais activa quando observavam imagens de pessoas em situações agradáveis. Algo que não acontecia nos cérebros de pessoas solitárias.

Os cientistas também concluíram que uma outra região do cérebro, associada à capacidade de empatia com o próximo, ficou muito menos activa entre os solitários do que nos mais sociáveis quando observavam imagens de pessoas em situações desagradáveis.

"Devido aos sentimentos de isolamento social, indivíduos solitários podem ser levados a procurar um certo conforto em prazeres não sociais", disse Cacioppo, citado pela BBC. Por exemplo, comer ou beber demais, avança o professor.

De acordo com uma reportagem sobre o estudo publicada pelo jornal britânico Daily Telegraph, a solidão prejudica a imunidade, provoca depressão, aumenta o stress e a pressão sanguínea e também aumenta os riscos de Alzheimer.

Indivíduos solitários tendem a ter menos motivação e menos perseverança, o que dificulta a adopção de dietas mais saudáveis e a prática de exercícios. Segundo Cacioppo, um em cada cinco americanos sente-se solitário.

17 de fevereiro de 2009

De burla em burla lá vamos vivendo


Vice do major acusado de burlar idosa com terreno

José Luís Oliveira negociou propriedade que a Câmara de Gondomar comprou seis mesesdepois por mais do dobro do valor. Dona recebeu 230 mil euros e autarquia pagou quase 500 mil

00h30m

NUNO MIGUEL MAIA

O vice-presidente de Valentim Loureiro na Câmara de Gondomar foi acusado pelo Ministério Público por burla e participação em negócio. Em causa a transacção de um terreno que, em seis meses, deu um lucro de 255 mil euros.

O processo assume contornos semelhantes aos da transacção da "Quinta do Ambrósio", em Gondomar, cuja venda à STCP rendeu três milhões de euros a um grupo de pessoas próximas do major - o "vice" José Luís Oliveira, o filho, Jorge Loureiro, e o advogado Laureano Gonçalves. Neste novo processo, agora com acusação do MP de Gondomar, estão envolvidos Oliveira, um amigo deste (Jerónimo Cardoso), Américo Neves (ex-presidente do Sousense e engenheiro civil envolvido em negócios imobiliários) e ainda Joaquim Castro Neves (actual vereador da autarquia, mas que na altura dos factos era apenas empresário e amigo de Oliveira).

Em 1999, José Luís Oliveira era vereador da autarquia gondomarense e existia um "programa especial de execução de escolas". No âmbito desse programa, o vice-presidente de Valentim Loureiro pensou na aquisição de um terreno de 23 mil metros quadrados, na freguesia de Melres, para construir a EB 2/3 de Melres.

Só que, segundo o MP, Oliveira, aludindo a supostas "dificuldades financeiras da Câmara" e a um "dever moral" de ajudar a terra, conseguiu levar a proprietária, Rosa Costa Dias, a largar mão do imóvel por apenas 46 mil contos (230 mil euros), com o pressuposto de ser vendido à autarquia. Conseguiu, ainda, que a senhora passasse uma procuração irrevogável a favor de um amigo, de nome Jerónimo Cardoso. Este, por sua vez, supostamente em nome da proprietária e em simulação de preço, vendeu o imóvel por 94 mil contos (470 mil euros) a uma empresa (Lar D'Ouro, Lda.), da qual, a par de Américo Neves, era sócio-gerente formal. Depois, o mesmo imóvel foi comprado pela Câmara por 97,5 mil contos (487,5 mil euros) (ver pomenores do negócio).

Assim, em cerca de seis meses, foram ganhos 255,5 mil euros (51,5 mil contos). Uma mais-valia que acabou por ser paga pelo erário público. O negócio foi proposto por Oliveira - que, em termos formais, nunca apareceu ligado à transacção -, deliberado por unanimidade pela autarquia e aprovado pela Assembleia Municipal. A escritura com a "Lar D'Ouro" foi assinada pelo major Valentim Loureiro.

Segundo o MP, os 46 mil contos foram pagos a Rosa Costa Dias de forma peculiar. Duas tranches de 50 mil euros e 63 mil euros. Tudo em maços de notas. E ainda vários cheques, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, de Joaquim Castro Neves, na altura empresário e agora vereador da autarquia. Os quatro arguidos vão responder por crimes de burla agravada e participação económica em negócio.

"Nada tenho a ver com o negócio, só soube disto pelo processo"

Joaquim Castro Neves, actual vereador da Câmara de Gondomar, explica ao JN que só soube do destino dos seus cheques, passados em 1999, "através do processo". "Só soube quando fui interrogado pela PJ. Antes disso, nunca tinha ouvido falar da compra do terreno, nem da escola", diz o arguido que, à data dos factos, era apenas empresário e amigo de Oliveira.

Castro Neves diz não ter explicação imediata para o facto de os cheques terem aparecido depositados nas contas da proprietária do terreno e suposta vítima de burla. "São cheques ao portador e endossáveis. Não me recordo deles. Mas nada tive a ver com a transacção". O JN tentou, também, obter uma reacção de José Luís Oliveira, sem sucesso até ao fecho desta edição.

Pormenores do negócio

Venda por 230 mil euros

Oliveira convenceu a dona a receber apenas 230 mil euros pelo terreno, numa suposta venda à Câmara, apelando ao dever de moral de ajudar a terra. Convenceu-a, também, a passar uma procuração irrevogável a um seu amigo para "poupar incómodos".

Preço simulado

Depois disso, o amigo vendeu, por 470 mil euros (preço simulado), o terreno à sociedade de construções "Lar D'Ouro Lda.", da qual era sócio formal, a par de Américo Neves.

Câmara paga 487,5 mil

Por proposta de Oliveira, a Câmara adquiriu o terreno por 487,5 mil euros. Valentim assinou a escritura.


JN - 17.02.2009



16 de fevereiro de 2009

6 de fevereiro de 2009

Os Stella Awards



A verdadeira razão de se intitularem de "land of opportunity"...

I'd call it "stupidity",though!



Os Stella Awards são prémios conferidos anualmente aos casos mais
bizarros de processos judiciais nos Estados Unidos.
Têm este nome em homenagem a Stella Liebeck, que derramou café quente no
colo e processou, com sucesso, o McDonald's, recebendo quase 3 milhões de
dólares de indemnização...
Desde então, os Stella Awards existem como instituição independente,
publicando e "premiando" os casos de maior abuso do já folclórico sistema judicial
norte-americano.


Este ano, os vencedores foram:


5º lugar (empatado):
Kathleen Robertson, de Austin, Texas, recebeu 780.000 dólares de
indemnização duma loja de móveis, por ter partido o tornozelo ao
tropeçar numa criancinha que corria solta na loja. A criança descontrolada era o
próprio filho da sra Robertson...

Terrence Dickinson, de Bristol, Pensilvânia, estava a sair pela garagem
de uma casa que acabara de roubar. Não conseguiu abrir a porta da garagem,
porque o sistema automático tinha defeito. Não conseguiu entrar de volta na casa, porque a porta já se fechara por dentro. A família estava de férias e o sr.
Dickinson ficou trancado na garagem por 8 dias, comendo ração para cães.
Processou o proprietário da casa, alegando que a situação lhe causou
profunda angústia mental. Recebeu 500.000 dólares de indemnização.


4º lugar:
Jerry Williams, de Little Rock, Arkansas, foi indemnizado com 14.500
dólares, mais despesas médicas, depois de ter sido mordido pelo beagle do
vizinho. O cão estava preso, do outro lado da cerca, mas ainda assim reagiu com
violência quando o sr. Williams pulou a cerca e disparou repetidamente
contra ele, com uma pressão de ar...


3º lugar:
Um restaurante de Filadélfia foi condenado a pagar 113.500 dólares a
Amber Carson, de Lancaster, Pensilvânia, por ela ter escorregado e fracturado o
coxis. O chão estava molhado porque, segundos antes, a própria Amber Carson
tinha atirado um copo de refrigerante contra o namorado, durante uma discussão.


2º lugar:
Kara Walton, de Claymont, Delaware, processou o proprietário duma casa
de diversão nocturna por ter caído da janela da casa de banho, partindo os dois
dentes da frente. Tentava escapar do bar sem pagar a despesa de 3,50 dólares.
Recebeu 12.000 dólares de indemnização, mais despesas dentárias...


E o vencedor em 1º lugar:
O grande vencedor do ano foi o sr. Merv Grazinski, de Oklahoma City,
Oklahoma.
O sr. Grazinski tinha acabado de comprar um Chrysler Motorhome Winnebago
automático e regressava sozinho dum jogo de futebol. Na estrada, activou
o "cruise control" do carro para 100 km/h, abandonou o banco do motorista
e foi para a traseira do veículo preparar um café.
Como era de esperar, o veículo despistou-se, bateu e capotou. O Sr. Grazinski
processou a Chrysler por não explicar no manual que o "cruise control" não
permitia que o motorista abandonasse o volante.
O júri concedeu-lhe a indemnização de 1.750.000 dólares, mais um Chrysler
novo do mesmo modelo. A construtora mudou todos os manuais de proprietário a
partir deste processo, para se acautelar contra qualquer outro atrasado
mental que comprasse um Chrysler .