19 de abril de 2007

Ganda Feijoada!

16 de abril de 2007

14 de abril de 2007

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS CALAMITOSAS PARA PORTUGAL

Para não virem os "guardiães da verdade" do costume, bramir pessoalmente sobre os inúmeros alertas já aqui feitos sobre as previsões e consequências que as alterações climáticas trarão para o nosso país, passo a citar o Público que publica uma análise ao dossier do Painel das Nações Unidas publicado esta semana:

Síntese dos impactos do aquecimento global na Europa, ontem divulgada em Madrid, reserva para a Europa do Sul o mais duro naipe de consequência


As previsões para Portugal em 2070 não são benévolas. Como todos os países da Europa do Sul, Portugal terá menos chuvas, haverá uma considerável redução da área de florestas, as vagas de calor serão mais habituais, e ainda mais comuns os incêndios. Estas são algumas das conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), cujo capítulo sobre os impactos do aquecimento global na Europa foi ontem divulgado em Madrid.

"A Primavera
e o Verão avançam 2,5 dias, as actividades agrícolas também mudam, como se constata com o aumento de dois por cento do grau alcoólico dos vinhos da Alsácia", referiu ontem José Manuel Moreno, professor da Universidade de Toledo e um dos coordenadores do estudo do IPCC sobre a Europa, que teve a sua redacção concluída no passado fim-de-semana em Bruxelas.

Não são antevisões, mas a confirmação de efeitos do aquecimento global. Uma das principais conclusões do estudo é a de que, pela primeira vez, uma ampla série de impactos das alterações climáticas na Europa está documentada em estudos científicos.

O continente europeu é, de longe, o que tem mais séries de observações das alterações nos sistemas físicos e biológicos. E a esmagadora maioria das modificações condiz com o que seria expectável com a subida da temperatura. "Em 28 mil séries de observações, 80 por cento confirmaram a evolução prevista", disse José Moreno.

Os cenários do IPCC para a Europa do Sul são arrepiantes: até 2020, a redução dos caudais dos rios pode chegar a 23 por cento. Meio século depois, as grandes secas, que até então ocorreriam de 100 em 100 anos, passam a ter 50 anos ou menos de periodicidade. O fluxo de água de alguns rios durante o Verão poderá cair até 80 por cento - um dado que já tinha sido apresentado pelo projecto português SIAM, que avaliou os impactos do aquecimento global no país.

Haverá menos precipitação anual, mas ainda assim aumentarão os episódios de chuvas torrenciais. As chamadas "cheias dos 100 anos" poderão ser mais frequentes em Portugal em 2070.
A subida do nível do mar, na Europa em geral, poderá ser até 50 por cento mais acentuada do que a média global. Com isto, nos cenários mais pessimistas, cerca de 20 por cento das zonas húmidas correm o risco de desaparecer até 2080.
Os ecossistemas mediterrânicos, incluindo os de Portugal, estão entre os mais vulneráveis a uma subida de temperatura de dois a cinco graus Celsius. As cores da terra, como as conhecemos, desaparecem pela diminuição da mancha verde, sob o efeito combinado da seca e dos fogos florestais.

No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico diminuirá entre 20 a 50 por cento até 2070 - um dado problemático para Portugal, que está agora a ensaiar uma aposta em novas barragens.

Poderá haver migrações humanas determinadas pelos problemas de abastecimento de água. Entre 16 e 44 milhões de europeus - especialmente no Sul da Europa, mas também no Centro e no Leste - viverão, em 2070, em áreas sujeitas a "stress hídrico".

A isto somam-se mudanças drásticas na distribuição das espécies animais. Os anfíbios na Península Ibérica serão especialmente afectados. Os golfinhos do Mediterrâneo estarão sujeitos a doenças em grande escala.

Para as plantas, o relatório cita um estudo que conclui que, de um universo de 10 por cento das espécies da Europa, cerca de um quinto (22 por cento) estará, em 2080, seriamente ameaçado e pelo menos dois por cento estarão no caminho certo da extinção. Com Ricardo Garcia

O aumento das temperaturas terá várias consequências no nosso país

Turismo O fim das férias de Verão

Com a subida das temperaturas a Sul, ir ao Algarve durante
os meses de Verão será um pesadelo. Em 2070, estima Miguel Araújo, as férias no Sul europeu terão de decorrer na Primavera e no Outono. Um novo tempo de descanso implica uma revolução nos estilos de vida, no que é imperceptível mas sempre determinante para a organização da vida social, como os horários e o calendário. Também a actividade turística que faz da neve a sua estrela poderá estar condenada.


Agricultura Xeque-mate ao sistema de regadio

O regadio será, em seis décadas, coisa do passado. A escassez de precipitações e o aumento médio da temperatura também condenarão as políticas hídricas baseadas no armazenamento de água: sejam grandes barragens, mini-hídricas ou meras represas. Como os caudais dos rios poderão, no Verão, diminuir em 80 por cento, produzir hortaliças verdes, laranjas ou limões será errado. A aposta, diz Araújo, deve ser em opções mediterrânicas associadas ao montado, como a do porco preto.

Pescas Os cardumes fogem para o Sul

Estarão as sardinhas condenadas a desaparecer? Miguel Araújo não tem resposta. Mas o facto de a temperatura aumentar implica que os cardumes de muitas espécies que são base da alimentação dos povos do Sul da Europa rumem para o Norte. Se não acabarem, a sua captura poderá ser, pelo menos, mais onerosa, porque de pesca longínqua. Em causa estarão também as espécies de água doce e a aquacultura.


Espécies O sapo em via de extinção?

As previsões são negras para as espécies animais ou vegetais que dependem das zonas húmidas, cujo delicado equilíbrio será um dos primeiros sacrificados. As plantas sofrerão de stress hídrico, na prática falta de água. E, entre os animais, os répteis e os anfíbios poderão estar condenados a viver em áreas cada vez mais limitadas. É assim que, nesta triste fábula, o simpático sapo, que tem nos charcos e pântanos o seu lar reprodutivo, poderá estar em risco de extinção.




Florestas O deserto, em vez de troncos

De todos os cenários avançados por Miguel Araújo, o das florestas é o que mais se aproxima da realidade já hoje conhecida. Os últimos estios de consecutivos incêndios florestais já tornaram normal a substituição do verde pelo cinzento.

O futuro, com mais incêndios e menos chuva, agravará esta tendência. Com implicações no sector industrial das madeiras e das celuloses, por exemplo.

Será o deserto, em vez dos troncos.


As costas
Continua a agonia das praias

Não vai ser só obrigatório fazer férias fora do Verão. Os locais de descanso terão de ser outros. A subida da água do mar, superior à média global, põe em causa a costa. As praias. Se não houver arribas ou construção, a praia retrocede. Caso contrário, o areal será engolido pela água. É pensar como está localizada a praia da sua vida e começar, ou não, a despedida com tempo. Araújo admite problemas no Algarve e nas zonas ribeirinhas de Lisboa.
Nuno Ribeiro, em Madrid


12 de abril de 2007

AMOR ETERNO

"Arqueólogos descobriram na Itália os esqueletos de um casal que foi enterrado abraçado. Os pesquisadores acreditam que os dois morreram entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Um laboratório tentará determinar a idade do casal quando morreu."

FORÇAS ARMADAS RECEBEM MATERIAL TOPO DE GAMA.


Novas viaturas de combate!

11 de abril de 2007

ACEITAM-SE ENCOMENDAS


WC PORTÁTIL

10 de abril de 2007

8 de abril de 2007

OS NOSSOS RICOS



O sonho de qualquer português que se preze é viver à sombra da bananeira, de preferência numa praia tropical. Deve ser por isso que temos a mais alta taxa de boletins do Euromilhões da Europa. Não só não acreditamos que podemos realizar os nossos sonhos através do trabalho por conta de outrém, como não acreditamos no valor do investimento. Queremos é consumir. Muito, e de preferência em pouco tempo.

É uma tendência transversal a toda a sociedade. Como povo, estamos nos antípodas dos judeus ou dos povos protestantes do centro e norte da Europa, que têm na poupança e no investimento um dos seus traços culturais mais persistentes. O sonho de qualquer português, do pobre ao rico, é ganhar muito e não fazer nada.

No contexto em que vivemos, os que menos têm, têm ao menos desculpa: continuarão a meter os seus boletinzinhos de Euromilhões à sexta-feira abnegadamente até ao fim dos seus dias, entalados entre a prestação do carro, a conta da mercearia e a mensalidade do empréstimo que lhes serviu para pagar as obras lá de casa ou até a viagenzita ao Brasil.

Cada vez mais entalados, cada vez mais numerosos, são portugueses para quem a palavra crise faz sentido. Porque são muitos, da classe baixa à classe média, são o alvo de todos os governos quando se trata de apertar o cinto. Destes, a maioria trabalhadores por conta de outrem, cada vez são mais os que sobrevivem por conta do plafond bancário do próximo ordenado. Saem cada vez menos, evitam restaurantes ao fim-de-semana.

Acima deles, há uma classe para quem a palavra crise não faz sentido. Por conveniência de linguagem, chamar-lhes-ei “os nossos ricos”. Na noite de passagem de ano uma repórter de televisão perguntava a um dos centos de convivas que ouviam Paul Anka no Casino Estoril se não o preocupava a continuação da crise em 2007. A resposta foi esclarecedora. “Crise? Eu não tenho crise e quem tem que a resolva!”.

Num país em que milhares de pessoas são quase diariamente despedidas, num país com dois milhões de pobres, num país em que há centenas de milhares a viver com menos de 200 euros de pensão, só um energúmeno podia dizer semelhante pérola. Mas a resposta teve ao menos o mérito de ser sincera. Na verdade, das centenas que estoiraram 500 euros numa noite para jantar, dançar e ouvir Paul Anka, a maior parte desconhece o significado da palavra crise.

São os nossos ricos. Aqueles a quem Cavaco Silva chamou à responsabilidade (a par do Governo) na sua mensagem de Ano Novo. Muitos deles são os responsáveis pelo esbanjamento de oportunidades nos anos da fartura, quando Portugal recebia dois milhões de contos por dia. Os anos dos jipes e dos montes no Alentejo, os anos das trapaças dos girassóis e do Fundo Social Europeu, os anos do betão e do fulgor da bolsa especulativa.

Os mesmos que então enganaram o País, porque enganaram o Estado, são aqueles que agora dão a desculpa do “Estado-ladrão” para não cumprirem as suas obrigações sociais. Desculpam-se que o IRC é alto, que o IVA é demasiado, que os descontos obrigatórios para a segurança social são em demasia.

Quando se lhes fala de países desenvolvidos com mais altas taxas de impostos, vêm com o argumento estafado (como ouvi na boca de um jovem dirigente do CDS-PP) de que “ao menos na Suécia as pessoas beneficiam do dinheiro que pagam”. Mas encolhem os ombros quando se argumenta que, ao contrário, os trabalhadores que empregam não têm por onde fugir. Eles querem lá saber de moral, ou justiça social.

Tenho para mim que, na sociedade capitalista, a desigualdade – mesmo a de oportunidades, em que não acredito de todo – é o preço que todos pagamos pela eficácia da gestão e do crescimento da economia. Isto é, há injustiças flagrantíssimas no modelo social dominante, mas até ver é aquele que garante maior nível de riqueza, e até igualdade, aos cidadãos como um todo.

Claro que há injustiças à partida, claro que o filho de um grande empresário jamais será pedreiro ou caixa de supermercado, ainda que não tenha qualquer queda para a gestão das empresas do pai ou sequer para usar os neurónios. Ao invés, o filho de um pescador terá quase todas as possibilidades de seguir as pisadas do pai.

Mas esse parece ser o custo que o todo social está disposto a pagar pela criação de riqueza no seu todo. E é consensual que a gestão privada tem índices de produtividade muito superiores à pública. O “interesse” aguça o engenho, a riqueza produz e distribui riqueza. Compete depois ao Estado não deixar que sobrevenha a selva. Centro-esquerda e Direita estão hoje de acordo: o modelo é este, a diferença é o papel social do Estado, como garante de distribuição de riqueza. Um papel maior ou menor. Antes assim que à soviética, com nomenklaturas privilegiadas, planos quinquenais, senhas de racionamento e bichas para o pão e para a carne.

O diabo, em Portugal, são os nossos ricos. Tal como os demais, a maioria deles não gosta de trabalhar. Mas enquanto os outros, mesmo não gostando, têm que o fazer (pelo menos enquanto não chega o Euromilhões), boa parte dos mais afortunados não usa o dinheiro para fazer crescer a sociedade. Pura e simplesmente, não está para se chatear.

Boa parte prefere investir na bolsa ou no imobiliário, receber umas rendas e passar a vida a passear. Isto não é exagero. Basta ver quais os carros cujas vendas mais crescem de há vários anos para cá em Portugal. O Vale do Ave, em que boa parte da população ficou na miséria por causa da crise nos têxteis, é conhecido por ser uma das zonas da Europa com mais Ferraris por habitante. Só acabaram os têxteis e o investimento produtivo.

É por tudo isto que desconfio do crescimento em Portugal. Investir não está na massa do sangue dos nossos ricos. Os outros, os mais pequenos, investem em sectores não produtivos: comércio, bens e serviços. Mas num mundo saturado de oferta, num mundo competitivo em que uma boa ideia pode fazer toda a diferença para um país pequeno, não vejo portugueses com garra, ricos com ideias e vontade de arriscar. Em sectores verdadeiramente produtivos, nas indústrias limpas, em novas vertentes da agricultura, nas novas tecnologias.

Invocando o exemplo finlandês, não vejo a possibilidade de uma qualquer Nokia salvadora no contexto social português. A culpa é, sobretudo, dos ricos que temos.

João Prudêncio
Jornalista

UPGRADE AOS DITADOS POPULARES

Quem tem boca vai a Roma. O meu fogão tem quatro e nunca saiu da cozinha.

É dando que se ganha má fama.

A fé remove montanhas mas com dinamite é mais rápido.

Vencer não é tudo. É preciso também humilhar o adversário.

Quem dá aos pobres paga o motel!

Quem não tem cão não gasta dinheiro com veterinário.

Nunca deixes para amanhã o que podes deixar hoje.

Depois da tempestade o trânsito pára!

Quem ri por último não entendeu a piada.

Há males que vêm por bem mas a maioria vêm para o mal mesmo.

Não sou um completo inútil. Ao menos sirvo de mau exemplo.

Mais vale duas abelhas voando do que uma na mão.

4 de abril de 2007

Proibição de fumar!


Toda esta polémica sobre o tabagismo, os limites à venda de tabaco, a proibição de fumar em locais com menos de cem metros quadrados, é muito desequilibrada.
Uma coisa é a propaganda ao fumo. Está mal. Perfeitamente de acordo com isso, e notam-se diferenças interessantes. Quando vemos um filme rodado há mais de cinquenta anos, reparamos que os seus actores andam de cigarro na mão, quase permanentemente. Era um modelo, que naturalmente seria seguido. A propaganda ao cigarro, o homem da Marlboro, ou o Camel, foram marcas com uma publicidade que ficou.
Também é certo, que há hábitos que foram desaparecendo e por medidas de imposição. Antigamente fumava-se nos cinemas, por exemplo, ou recentemente ainda, nos transportes públicos. Hoje achamos natural que não se faça.
Mas como todo o fundamentalismo, quando se ultrapassa um certo ponto torna-se ineficiente e até ridículo. Este caso da venda a menores, por exemplo. Pedir o B.I. a um rapaz que vai comprar um maço de cigarros é um bocado ridículo, confessemos. Se o maço for tirado de uma máquina automática, mais difícil o será. E o que impede alguém com mais de 18 anos comprar quatro ou cinco maços para si e para os amigos…?
Lembra-me a lei-seca que tão molhada foi. Ou o costume vem do interior de cada um ou, a imposição à força, será para além de difícil, ineficiente!

Mas já agora que estamos nesta senda da saúde publica, não poderíamos estender isto à sanidade mental? Mais especificamente, que tal proibir outro género de coisas em locais públicos? Assim de repente: Telenovelas e reality shows, imprensa cor-de-rosa, certas rádios que intoxicam os ouvintes com música pimba…enfim, é só uma ideia.