8 de abril de 2007

UPGRADE AOS DITADOS POPULARES

Quem tem boca vai a Roma. O meu fogão tem quatro e nunca saiu da cozinha.

É dando que se ganha má fama.

A fé remove montanhas mas com dinamite é mais rápido.

Vencer não é tudo. É preciso também humilhar o adversário.

Quem dá aos pobres paga o motel!

Quem não tem cão não gasta dinheiro com veterinário.

Nunca deixes para amanhã o que podes deixar hoje.

Depois da tempestade o trânsito pára!

Quem ri por último não entendeu a piada.

Há males que vêm por bem mas a maioria vêm para o mal mesmo.

Não sou um completo inútil. Ao menos sirvo de mau exemplo.

Mais vale duas abelhas voando do que uma na mão.

4 de abril de 2007

Proibição de fumar!


Toda esta polémica sobre o tabagismo, os limites à venda de tabaco, a proibição de fumar em locais com menos de cem metros quadrados, é muito desequilibrada.
Uma coisa é a propaganda ao fumo. Está mal. Perfeitamente de acordo com isso, e notam-se diferenças interessantes. Quando vemos um filme rodado há mais de cinquenta anos, reparamos que os seus actores andam de cigarro na mão, quase permanentemente. Era um modelo, que naturalmente seria seguido. A propaganda ao cigarro, o homem da Marlboro, ou o Camel, foram marcas com uma publicidade que ficou.
Também é certo, que há hábitos que foram desaparecendo e por medidas de imposição. Antigamente fumava-se nos cinemas, por exemplo, ou recentemente ainda, nos transportes públicos. Hoje achamos natural que não se faça.
Mas como todo o fundamentalismo, quando se ultrapassa um certo ponto torna-se ineficiente e até ridículo. Este caso da venda a menores, por exemplo. Pedir o B.I. a um rapaz que vai comprar um maço de cigarros é um bocado ridículo, confessemos. Se o maço for tirado de uma máquina automática, mais difícil o será. E o que impede alguém com mais de 18 anos comprar quatro ou cinco maços para si e para os amigos…?
Lembra-me a lei-seca que tão molhada foi. Ou o costume vem do interior de cada um ou, a imposição à força, será para além de difícil, ineficiente!

Mas já agora que estamos nesta senda da saúde publica, não poderíamos estender isto à sanidade mental? Mais especificamente, que tal proibir outro género de coisas em locais públicos? Assim de repente: Telenovelas e reality shows, imprensa cor-de-rosa, certas rádios que intoxicam os ouvintes com música pimba…enfim, é só uma ideia.

26 de março de 2007

MELHOR PORTUGUÊS?

Os espectadores da RTP são uma verdadeira caixinha de surpresas! Então não é que votaram em Salazar como sendo o maior Português de sempre!
Infelizmente faz parte da história deste País e já nos basta ter de levar com isso, mas daí até ser o maior Português vai uma grande distância.
Só pode ser um surto de amnésia! ou então uma bofetada enorme a todos os actuais politicos, porque a única virtude que lhe é reconhecida é que não meteu ao bolso como os manjericos que nos têm governado.
Haja paciência para tanta parvoíce!

24 de março de 2007

Que tal reflectir sobre isto?

Demos aos nossos filhos tudo aquilo que não tivemos. Recusamo-nos a vê-los passar pelas nossa privações, sempre quizemos o melhor para eles mas esquecemo-nos que um pormenor importante: Não lhes ensinamos que as coisas não caiem do céu e por isso não dão valor a nada. Acham-se os donos do mundo porque tudo lhes foi facilitado, e exactamente por isso, têm comportamentos que ás vezes chegam a ser imorais.

PEDIDOS DE AJUDA CRESCENTES
No primeiro semestre de 2006, a APAV recebeu 173 pedido de auxilio de pais alvos de violência dos filhos. Estes números revelam uma tendência crescente, já que em 2005 a mesma (APAV) tinha detectado 275 casos. De acordo com a Associação, a maior parte dos agressores são jovens adultos. (Metro)

QUANDO O CHEFE DA CASA É O MAIS NOVO
Transformam a vida familiar num inferno. Habituados a mandar e a ver todos os caprichos satisfeitos, acham-se impunes e maltratam os pais. São as crianças ditadoras. (Elsa Páscoa)

Javier Urra: O inquietador
Ouvimos falar de violência na escola, vemos notícias de professores que não conseguem controlar alunos indisciplinados, de crianças que humilham e maltratam os seus colegas. Mas há uma nova realidade, invisível, fechada em quatro paredes que é
fundamental enfrentar: os pais são vítimas da violência dos filhos dentro das suas próprias casas. Actualmente existem casos de filhos que batem nos pais. Crianças mimadas, sem limites, a quem tudo se consente, que organizam a vida familiar,
dão ordens aos pais, chantageiam quem os tenta controlar.
Crianças que se tornam jovens agressivos, que enganam, ridicularizam os maiores, que não hesitam em roubar a carteira da mãe. Adolescentes que desenvolvem condutas violentas e marginais. Em suma, filhos que impõe a sua própria lei. É preciso educar no respeito e afecto, transmitir valores, falar com as crianças, ouvi-las, ensiná-las a aceitar as frustrações, impor limites e exercer a autoridade sem medo. É preciso recorrer a ajuda especializada sem vergonha.

Que tal refectir sobre isto?

21 de março de 2007

CARTA DE UM AMIGO


Meu amado Portuga

Finalmente, entro, depois de alguma dificuldade, no site que criaste sobre música e sobre nosso querido Pé D'água. Achei-o todo muito bem feito e fiquei muito comovido com a parte referente a mim. Podes estar certo de que a admiração que dizes ter por mim sempre foi recíproca. Muitas saudades tenho de ti mas procuro, de certo modo, fugir desses pensamentos no intuito de que minha alma de poeta não me consuma pelas emoções. Atualmente o filósofo em mim tem vencido o poeta para que permaneça eu de pé. Entretanto, uma coisa é certa: estás sempre presente no meu coração, como figura definitiva ao meu espírito. És para mim um homem cuja a importância trancende o território da descrição e do registo humanos. Somente a pureza de uma verdadeira amizade pode fazer tal tradução. Somente as lembranças de um tempo que ainda ressoa aos ouvidos como gotas de chuva no chão do Saara podem se aproximar de uma possível pintura sobre o que me foi ter estado contigo.

Devo parar por aqui para não me tornar extenso. Mando-te anexo cópia de um poema-carta intitulado " Carta A Um Amigo Português", escrito há aproximadamente cinco anos, jamais enviado ao seu verdadeiro destino (até hoje) e pertencente a um livro inédito chamado " Flores De Jambo No Chão de Setembro". Por questões práticas e para tu conheceres segue também os outros textos que completam o livro.

Um grande abraço em ti, esposa e filhos.

Poema retirado do livro:

CARTA A UM AMIGO PORTUGUÊS

Saudoso Luís...

Como vai ?

Respondendo-lhe as perguntas

feitas pelo telefone,

resolvi resumir

através desses versos

o que se anda passando

com minha vida e produção.

Continuo a escrever

poesias, canções e peças

em grande intensidade.

Quanto a aceitação

por parte de quem as conhece,

tem sido do modo seguinte:

Os poetas que aqui moram

adoram meu teatro,

adoram minha música,

mas desprezam meus poemas.

Os músicos da cidade

amam meu teatro

e minha poesia

mas desdenham minha música

Já os dramaturgos

veneram minha música,

e meus poemas

mas correm das minhas peças...

Como pode ver, meu amigo,

só tem tido motivos

pra sorrisos e alegria

seu parceiro brasileiro:

fazendo versos, canções e teatro

sempre com alguma frequência

tem ele a admiração

de poetas, músicos e dramaturgos.

Por hora é só, amigão

lembranças a família...

Ah, já ia esquecendo:

tenho pensado muito

em estudar dança e arquitetura

para aumentar o rol

desses meus...ah...fãs.

Um beijo carinhoso. Adeus.


Deus te abençoe Barbieri
Luís

"ACESSOR"

Apesar de acessor se escrever assessor... está bem visto, é o país que temos, onde nem as vagas de frio aparecem!

E aos Infernos... aos Purgatórios e aos Limbos!

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada; Ora atentai lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 285 de 6 de Dezembro 2004:
No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 EUR (500 contos).

Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar, é o concurso de prova pública que consiste, na apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."

No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350EUR (70 contos) mensais. "... Método de selecção:

Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.

Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.

Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais. Os cemitérios fornecem documentação para estudo.

Para rematar:
Se o candidato tiver:
A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.

No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.

COMENTÁRIOS PARA QUÊ...

(Recebido por email)

QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL!


No Público foi publicado este texto muito bem pensado. A Maria é a
República Portuguesa. Os outros são muito conhecidos.

Quatro Casamentos e um Funeral

O António afiançara à Maria que a vida seria um mar de rosas e cheia
de prosperidade. O casamento foi feliz e despreocupado. O António era
um gastador compulsivo mas a Maria não queria saber nada dessas coisas
de dinheiro. "A família não são números", proclamava o António a quem
lhe chamava a atenção para os excessos. O que interessava era a
qualidade de vida, as grandes festas e as aparências.

Quando um dia, repentinamente, o António fugiu de casa deixando apenas
as prestações das dívidas por pagar, a Maria entrou em desespero.
Estava de tanga. Atemorizada, casou com o Zé Manel, depois de um curto
namoro. Afinal, o Zé Manel parecia ser bem mais ajuízado que o António
e talvez trouxesse alguma ordem às finanças lá da casa.

Os rapazes sentiram logo algumas diferenças. As semanadas foram
congeladas, o Zé Manel não lhes dava dinheiro para o autocarro e o
discurso mudara: "Temos que poupar, não podemos gastar o que não
temos", dizia o Zé Manel. Mas aquilo era só da boca para fora. Os
costumes da família estavam bem enraízados e, no essencial, tudo
continuou como no tempo do António.

Apesar das dívidas cada vez maiores, não se cortava na cozinha, nem
nas férias, nem nas contas da água, da luz ou do telefone. Nunca se
dizia que não a um livro, a um disco ou a uma ida ao cinema. Não se
mexia em direitos adquiridos. Por vezes o gerente da Caixa telefonava,
inquietado com o saldo do cartão de crédito. E de vez em quando
vendiam algumas jóias antigas para acalmar os credores.

Até que um dia o Zé Manel anunciou que se ia embora. Arranjara um
emprego no estrangeiro, muito bem pago. E disse à Maria: "Não te
preocupes, eu vou-me embora mas arranjei-te marido novo. Casas-te com
o Pedro. Ele cuida de ti."

A Maria assim fez mas o enlace durou pouco. O Pedro era um bocado
estouvado e tinha alguns amigos pouco recomendáveis. O pai da Maria
não gostava dele nem um bocadinho e fez-lhe a vida negra. E um dia, o
Pedro chegou a casa e descobriu que tinha a mala nas escadas.

Agora a Maria vai casar com o José. Foi o pai dela que arranjou o
casamento. O José faz-lhe lembrar o António, de quem era muito amigo.
O José propõe-se gerir as finanças familiares de outra maneira. Quando
a Maria lhe pergunta como é que ele vai fazer ele explica: "É fácil, o
objectivo é sermos felizes."

O José já prometeu que as semanadas das crianças vão ser aumentadas,
porque é uma vergonha que os nossos filhos tenham menos dinheiro que
os filhos dos outros. Vai comprar um computador lá para casa e ligá-lo
à Internet, em banda larga. Vai haver telemóveis para todos. "É um
choque tecnológico", explica ele. E promete à Maria, que continua a
ser a única a trabalhar lá em casa, que não vai precisar de lhe dar
nem mais um tostão. O José vai gerir a casa com o que tem. E daqui
para a frente, quem paga o café e os cigarros é ele. Essa mania do
consumidor-pagador já era.

Soa a banha da cobra mas a Maria quer marido e os bons pretendentes
não aparecem. A família da Maria gosta do José. Parece que vem aí um
tempo novo e os rapazes já estão fartos de más notícias. O José é
recebido lá em casa de braços abertos.

As más surpresas vão começar a chegar lá para o fim da Primavera. E um
dia, alguém vai reparar que o título desta história é "Quatro
Casamentos e Um Funeral".


Mais ou menos


Mais ou menos
 
A gente pode morar
numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.
 
A gente pode dormir
numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.
 
A gente pode olhar em volta e sentir
que tudo está mais ou menos,
tudo bem!
 
Mas o que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum:
É amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos.
 
Chico Xavier

11 de março de 2007

Costumes!

6 de março de 2007

Lá se vai a mama!!!!!! O cromo tá zangado.

Cortaram-nos 450 milhões de euros até 2013. É muito dinheiro”, disse João Jardim, citando ainda que a Madeira está fora das designadas regiões desfavorecidas da União Europeia, portanto não receberá também 500 milhões de euros de fundos europeus. “A Região vai ter menos à volta de 900 milhões de euros até ao final de 2013”, disse Jardim durante a sessão de encerramento da XVII Mostra da Anona do Faial, no concelho de Santana.


“Novecentos milhões de euros é quase o Orçamento de um ano, é como se apagasse um ano na vida da Madeira” afirmou Jardim, falando ainda ser importante combater tal situação. “Se nós nos vergarmos, é o fim da autonomia”.