30 de janeiro de 2006

Somente quem foi boémio entenderá a magnitude.


Luís Fernando Veríssimo
 
Hoje, existem pílulas milagrosas,
mas eu ainda sou do tempo das
grandes ressacas.
As bebedeiras de antigamente
eram mais dignas, porque você
as tomava sabendo que no dia
seguinte estaria no inferno.
Além de saúde era preciso coragem.
As novas gerações não conhecem ressaca,o que talvez explique
a falência dos velhos valores. A ressaca era a prova de que a
retribuição divina existe e que nenhum prazer ficaria sem castigo.
Cada bebedeira era um desafio ao céu e as suas fúrias. E elas
vinham: Náusea, Azia, Dor de Cabeça, Dúvidas Existenciais
golfadas. Hoje, as bebedeiras não têm a mesma grandeza.
São inconsequentes, literalmente. Não é que eu fosse um bêbado,
mas me lembro de todos os sábados de minha adolescência como
uma luta desigual entre a cuba-libre e o meu instinto de auto
preservação.
A cuba-libre ganhava sempre...
Já dos domingos me lembro muito pouco, salvo a tontura e o
desejo de morte.
Jurava que nunca mais ia beber, mas, antes dos trinta, "nunca
mais" dura pouco. Ou então o próximo sábado custava tanto a
chegar que parecia mesmo uma eternidade. Não sei o que a
cuba-libre fez com meu organismo, mas até hoje quando vejo
uma garrafa de rum os dedos do meu pé encolhem.
Tentava-se de tudo para evitar a ressaca. Eu preferia um Alka-
Seltzer e duas aspirinas antes de dormir. Mas no estado em que
chegava, nem sempre conseguia completar a operação. Às vezes
dissolvia as aspirinas num copo de água, engolia o Alka-Seltzer e
ia borbulhando para a cama, quando encontrava a cama. Mas os
métodos variavam. Por exemplo: Um cálice de azeite antes de
começar a beber - O estômago se revoltava, você ficava doente
e desistia de beber.
Tomar um copo de água entre cada copo de bebida - O difícil era
manter a regularidade. A certa altura, você começava a misturar
a água com a bebida, e em proporções cada vez menores. Depois,
passava a pedir um copo de outra bebida entre cada copo.
Suco de tomate, limão, molho inglês, sal e pimenta? Para ser
tomado no dia seguinte, de jejum. Adicionando vodka ficava um
bloody-mary, mas isto era para mais tarde um pouco.
Sumo de uma batata, sementes de girassol e folhas de gelatina
verde dissolvidas em querosene - Misturava-se tudo num prato
pires forrado com velhos cartões do sabonete Eucalol. Embebia-se
um algodão na testa deitava-se com os pés da ilha de Páscoa.
Ficava-se imóvel durante três dias, no fim dos quais o tempo já
teria curado a ressaca de qualquer maneira.
Uma cerveja bem gelada na hora de acordar - Por alguma razão o
método mais popular.
Canja - Acreditava-se que uma boa canja de galinha de madrugada
resolveria qualquer problema. Era preciso especificar que a canja
era para tomar, no entanto, muitos mergulhavam o rosto no prato e
tinham de ser socorridos as pressas antes do afogamento.
Minha experiência maior era com a cuba-libre, mas conheço outros
tipos de ressaca, pelo menos de ouvir falar: Você sabia que o uísque
escocês que tomara na noite anterior era Paraguaio quando acordava
se sentindo como uma harpa guarani. Quando a bebedeira com uísque
falsificado era muito grande, você acordava se sentindo como uma
harpa guarani e no depósito de instrumentos da boate Catito's em
Assunção.
A pior ressaca era de gim. Na manhã seguinte, você não conseguia
abrir os dois olhos ao mesmo tempo. Abria um e quando abria o outro,
o primeiro se fechava. Ficava com o ouvido tão aguçado que ouvia
até os sinos da catedral de São Pedro, em Roma.
Ressaca de martini doce (essa foi a minha primeira): você ia se levantar
da cama e escorria para o chão como óleo. Pior é que você chamava a
sua mãe, ela entrava correndo no quarto, escorregava em você e
deslocava a bacia.
 
Ressaca de vinho (essa eu já perdi as contas). Pior era a sede. Você se
arrastava até a cozinha, tentava alcançar a garrafa de água e puxava
todo conteúdo a geladeira em cima de você. Era descoberto na manhã
seguinte imobilizado por hortigranjeiros e laticínios e mastigando um
chuchu para alcançar a humidade. Era deserdado na hora.
Ressaca de cachaça (essa então, é melhor eu nem comentar). Você
acordava sem saber como, de pé num canto do quarto. Levava meia
hora para chegar até a cama porque se esquecera como se caminhava:
era pé ante pé ou mão ante mão? Quando conseguia se deitar, tinha a
sensação que deixara as duas orelhas e uma clavícula no canto. Olhava
para cima e via que aquela mancha com uma forma vagamente humana
no tecto que finalmente se definira. Era o Peter Pan e estava piscando
para você.
Ressaca de licor de ovos. Um dos poucos casos em que a lei brasileira
permite a eutanásia.
Ressaca de conhaque. Você acordava lúcido. Tinha, de repente, resposta
para todos os enigmas do universo. A chave de tudo estava no seu
cérebro. Devia ser por isso que aqueles homenzinhos estavam tentando
arrombar a sua caixa craniana. Você sabia que era alucinação, mas por
via das dúvidas, quando ouvia falar em dinamite, saltava da cama ligeiro.
Hoje não existe mais isto As pessoas bebem, bebem e não acontece nada.
No dia seguinte estão saudáveis bem-dispostas e fazem até piadas a respeito.
De vez em quando alguns dos nossos se encontram e se saúdam em silêncio.
Somos como veteranos de velhas guerras, lembrando os companheiros
caídos e o nosso heroísmo anónimo.
Estivemos no inferno e voltamos, inteiros...
Um brinde.

Nota a nota

Há um tempo que foi e deixou
Rosas brancas a pairar no ar
Melodia que o amor inventou
Karma que nos fez sonhar.

Foi, a loucura de pintar
uma tela de água e mel
Delicada como essa cintura
Talhada a cinzel

Nota a nota
Qual gaivota
Descobrimos um céu de paixão
Gota a gota
Sem dar conta
Inventamos a nossa canção

Repousei no teu regaço
D’algas, iodo e muito mar
E o cansaço
Perdeu-se no espaço
Da luz desse olhar

Nota a nota
Qual gaivota
Descobrimos o céu da paixão
Gota a gota
Sem dar conta
Inventamos a nossa canção

Repousei no teu regaço
D’algas, iodo e muito mar
E o cansaço
Perdeu-se no espaço
Da luz desse olhar
que me fez navegar
rumo á estrela polar
e sonhar, por te amar

Repousei no teu regaço
D’algas, iodo e muito mar
E o cansaço
Perdeu-se no espaço
Da luz desse olhar
que me fez navegar

Nota a nota
Qual gaivota
Descobrimos o céu da paixão
Gota a gota
Sem dar conta
Inventamos a nossa canção

Repousei no teu regaço
D’algas, iodo e muito mar
E o cansaço
Perdeu-se no espaço
Da luz desse olhar

25 de janeiro de 2006

Jobs for the girls

O episódio passou despercebido à maioria do pessoal, pelo que aqui vai a epopeia da Neide com bacalhau e tudo.

A Neide é uma brasileira que estava sossegada a servir às mesas do restaurante Sr Bacalhau do Colombo em Lisboa. Ao tasco, ia lá almoçar amiúde, o Sr Dr Ernesto Moreira, Director do Departamento de Administração Geral do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, ufa! O nosso Ernesto engraçou com a Neide do Bacalhau, e mais bacalhauzada menos bacalhauzada, o bom do Ernesto viu que por ali a Neide era mal empregada. Avaliou aquilo de alto a baixo, e zás, concluiu que faltava neide no património do Estado Português.

E se bem a mastigou, melhor a engoliu. Sugeriu à Neide um lugarzito, mandou-a concorrer e seleccionou-a. A Neide foi então "Requisitada pelo Estado" por despacho estatal e publicado em diário da república, sem qualquer concurso público, que foi dispensado, dada a urgência e supremo interesse que o Estado tinha na Neide. A nossa Neide saltou assim do bacalhauzito para "Coordenadora do Departamento de Logística do Depósito Público de Vila Franca de Xira" com 1700 mocas por mês (340 contitos, mais regalias).

O Independente achou piada à dispensa do concurso e foi ver da Neide. E chapou com a Neide na primeira página de há 15 dias atrás. Foi um gozo. Eu que ia em viagem de carro ouvi o desenrolar de tudo pela rádio, em noticiários sucessivos. Um delírio puro, só não me despistei de tanto rir por mero acaso. É que os jornalistas foram ouvir o Sr Dr Ernesto Moreira, que falava do supremo interesse do Estado pela Neide e explicava juridicamente a necessidade do regime de requisição e mais, redundou que era a candidata com melhores habilitações e que tinha a experiência profissional da logística dos seis restaurantes Sr Bacalhau. A rádio deslargou-o e telefonou à gerência do Sr Bacalhau. Que não, que Logística não serviam, a especialidade deles era mesmo bacalhau, cujos tascos era independentes e que a Neide era uma boa empregada de mesa sim senhores. Voltaram ao Ernesto. O Ernesto falou de uma licenciatura em Geografia e balbuciava qualquer coisa sobre Vila Franca de Xira. Depois teve o bom senso de se calar. Isto tudo de manhã. À tarde o Ernesto ia à vida, o Presidente do IGFPJ idem aspas aspas, mais um ou dois responsáveis e a Neide. O Sócrates, acossado, mandou tudo pró olho da rua, logo na tarde da Sexta em que saiu a noticia.

Nós deviamos candidatar-nos ao Guiness mostrando ao Mundo que podemos estar sempre a bater no fundo! O fundo em Portugal não tem limites.

24 de janeiro de 2006

CONVITE


C O N V I T E


JOSÉ DUARTE E ANTÓNIO CARTAXO COMENTAM MÚSICAS NA SPA


Dando continuidade ao ciclo de música comentada iniciado por Raul Calado, a SPA vai promover mais um conjunto de sessões, agora com José Duarte, que falará de músicos, correntes e estilos da história do "jazz", e com António Cartaxo, que dedicará as suas intervenções a compositores e obras marcantes de vários séculos de música erudita.


Tanto José Duarte como António Cartaxo, ambos cooperadores da SPA, mantêm na RDP programas de êxito sobre as áreas musicais em que são especialistas, designadamente "Cinco Minutos de Jazz" e "Grandes Músicas".


As sessões programadas para a SPA e a realizar no Auditório Frederico de Freitas do edifício sede, na Avenida Duque de Loulé, 31, com início às 18,30, constituirão uma oportunidade de ver e ouvir ao vivo grandes comunicadores e divulgadores de músicas de qualidade. A entrada é livre.

As sessões realizam-se nas seguintes datas:

1. José Duarte (à 2ª feira)

- 30 de Janeiro - Quem foi Charlie Parker ?
- 6 de Fevereiro - Be Bop,Cool jazz, Funky,New Thing
- 13 de Fevereiro - Jazz Contemporâneo. E o futuro ?

2. António Cartaxo (à 5ª feira)

Sob o título genérico "De Bach aos Nossos Dias", terá quatro sessões a seu cargo: a 23 de Fevereiro, 2, 9 e 16 de Março

21 de janeiro de 2006

ABRE OS OLHOS.....





Já circulou algo parecido, mas desta vez é mais radical...

Se você conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...



3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4
4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35,
P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4
0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0,
C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4
C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40;
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U
M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0
P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3
4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3,
0 4M0R 3 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 4R314.

18 de janeiro de 2006

É ESTE O MEU PAÍS!

O país ...

Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima de um amigo de longa data.

Existe um país onde três candidatos autárquicos com fortes probabilidades de vencer estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata a candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguarda-la tal qual D.Sebastião.

Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio nobel da Literatura vive no país vizinho.

Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.

Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.

Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.

Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.

Esse país estranho é o meu país.

Esse país só gosta dele próprio e da sua bandeira quando vem alguém de fora jurar a pés juntos que somos bons.


S. O. S.

17 de janeiro de 2006

NEM SEI SE DEVA RIR OU CHORAR!

ASSESSOR!

Apesar de acessor se escrever assessor... está bem visto, é o país que temos, onde nem as vagas de frio aparecem!

E aos Infernos... aos Purgatórios e aos Limbos!

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada; Ora atentai lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 285 de 6 de Dezembro 2004:
No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 EUR (500 contos).

Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar, é o concurso de prova pública que consiste, na apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."

No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350EUR (70 contos) mensais. "... Método de selecção:

Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.

Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.

Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais. Os cemitérios fornecem documentação para estudo.

Para rematar:
Se o candidato tiver:
A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.

No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.

COMENTÁRIOS PARA QUÊ...

(Recebido por email)

15 de janeiro de 2006

Simplesmente...tinha que ser do Veríssimo!!!

Falo a língua dos loucos... Por Luís Fernando Veríssimo
Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Rafael, um Júlio ou um Tiago na vida?
Tudo bem pode ser uma Raquel, uma Fernanda, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima.
Mas e ai? O que isso te acrescenta?
Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha:
Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme
com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???
Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes!
São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é...
"Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".
Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido...
Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade!
Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja...
No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona...
Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.
Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas
nunca teve a oportunidade de viver um grande amor.
Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada,
de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..."
eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita:
- Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic " e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher".
- Existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo;
- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; -
Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; - Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida,
ou qualquer outro dia que seja; - Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco;
- Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..."
Bem, preciso continuar? Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo... "O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance."
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"

PROTÓTIPO DO TGV PORTUGUÊS



Estão a ser feitos testes rigorosos ao protótipo do TGV.
Até ver os resultados têm sido bastante satisfatórios, o único senão está na escolha do local para instalar os armazéns de palha. Segundo fonte bem informada há uma inclinação mais ou menos generalizada para que seja lá para os lados de S. Bento.
Pois......até que não é má ideia não senhor!