e um Ano novo muito próspero.
3 de dezembro de 2005
30 de novembro de 2005
PROVÉRBIOS PARA GENTE CULTA!....

(Diz-me com quem andas e te direi quem és)
Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres
revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)
Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)
Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)
O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)
Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)
Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido
inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)
Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a
capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)
Tem o monarca no baixo ventre
(Tem o rei na barriga)
Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro,
movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)
Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)
29 de novembro de 2005
A HISTÓRIA DO JAZZ
É impossível conhecer o jazz sem o ouvir. Qualquer coisa que se fale aqui será menos convincente do que o prazer de conhecer, ouvindo quem o faz. Contudo, não há melhor começo que um alerta basilar: o jazz é, em essência, uma música de imensas contradições. O carácter dicotómico entre os seus muitos estilos é perene como as águas do Mississipi, o romântico rio marcado como ícone do jazz.
28 de novembro de 2005
ALMA GÉMEA
Por você eu tenho feito
e faço tudo que eu puder
p’ra que a vida seja
mais alegre do que era antes
Tem algumas coisas que acontecem
que é você quem tem que resolver
acho graça quando às vezes, louca,
você perde a pose e diz foi sem querer
Quantas vezes no seu canto
em silêncio você busca o meu olhar
e me fala sem palavras
que me ama tudo bem, tá tudo certo
De repente você põe a mão
por dentro e arranca o mal pela raiz
você sabe como me fazer feliz
Carne e unha, alma gémea,
bate coração,
as metades da laranja
dois amantes, dois irmãos
duas forças que se atraem
sonho lindo de viver,
estou morrendo
de vontade de você
23 de novembro de 2005
O AMOR NUMA PERSPECTIVA BEM HUMORADA!
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca vistes.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém. Isso é um vibrador tailandês de 3 velocidades.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma
Isso
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa a sua marca por onde passa.
Isso é um pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso é um alienígena.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso chama-se controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.
"O amor é simplesmente... o amor."
19 de novembro de 2005
15 de novembro de 2005
HÁ DIAS ASSIM!
Há dias de manhã que a gente à tarde não pode sair à noite.
Hoje foi um dia mesmo duro.
Quando me levantei e depois de uma noite bem agitada, sonhei que não me deixavam dormir há já varias semanas e ainda por cima tinha de ouvir constantemente o disco do Zé Cabra, fui tomar banho e quando estava bem ensaboadinho faltou a água. Estão a ver como é!. Depois de ter ultrapassado essa situação telefonei para o meu amigo Paulo para saber a que horas nos encontravamos para o almoço e do outro lado ouvi isto:
Olá, telefonou para o Paulo e a Sónia. Não podemos atender por agora, porque estamos a fazer uma coisa que adoramos. A Sónia gosta de o fazer para cima e para baixo enquanto eu gosto da esquerda para a direita... muito devagar. Deixe a sua mensagem, que logo que acabemos de escovar os dentes telefonamos-lhe.
Como não consegui ligação com o Paulo resolvi ligar ao João que também tinha combinado ir connosco e ouço esta:
Olá. Aqui é o João. Se for da companhia de telefones, já enviei o dinheiro. Se forem os meus pais, por favor mandem dinheiro. Se pertencer a uma instituição financeira de caridade, não me emprestaram dinheiro suficiente. Se és um dos meus amigos, deves-me dinheiro. Se és uma rapariga, não te preocupes, tenho montes de dinheiro...
Mau, mau ! Isto está mesmo a correr mal. Estou a ver que tenho de ir almoçar sozinho.
Saí de casa sem saber muito bem onde iria almoçar e resolvi tomar um cafezinho antes e comprar o jornal. Enquanto saboreava o café e lia as gordas do Jornal de Noticias, três velhotes sentados na mesa ao lado conversavam sobre o melhor modo de se morrer.
O primeiro disse:
- Eu gostaria de morrer num acidente automobilístico, ao bater o meu carro a
O segundo disse:
- Eu prefiro morrer durante o sono...
E o terceiro o mais velhinho de todos, disse:
- Ah, como eu gostaria de ser assassinado por um marido ciumento!
Ai que isto está a ficar lindo está.
Como não me apetecia pegar no carro meti-me no metro em direcção ao Porto para almoçar no primeiro restaurante que encontrasse, e mal acabei de entrar no metropolitano um tipo que vinha atrás de mim, antes da porta fechar gritou para o casal que o acompanhara:
-Tchau, Sérgio! Adorei o fim de semana! A tua mulher e óptima na cama, muito boa mesmo!
Intrigado, não contive a curiosidade e disse:
-Desculpe. Não me leve a mal, mas o senhor disse mesmo ao tipo que a mulher dele é boa na cama?
E ele confessou-me baixinho:
-Sabe como é... Ela até que não é nada de especial, mas eu não quis ofender o Sérgio.
- Eu num digo, isto ainda vai acabar mal.
Mas porque é que eu não fiquei
Lá me dirigi a um restaurante na esperança de uma refeição calminha e bem servida.
Mandei vir um prego em prato e quando mo trouxeram não resisti e chamei o empregado.
- O senhor já viu o tamanho do bife que me trouxe?
Resposta do empregado:
- De facto não é grande, mas vai ver o tempo que o demora a comer.
Mas não ficou por aqui. Como estava com fome pedi para me trazer uma sopa.
Comecei a comer a dita cuja e…… não acredito.
- Oh, senhor empregado!
- Sim, diga por favor!...
- O senhor quer fazer o favor de me explicar o que está esta mosca a fazer na minha sopa!!!?
Pausa...
- Não sei bem senhor, mas parece que está a nadar de costas!!!
Belisquei-me para ver se não estava a sonhar e respirei fundo para me acalmar.
Pedi a conta e saí rapidamente daquela espelunca. Fiquei tão abananado com tudo o que estava a acontecer que fiquei no passeio a olhar o trânsito completamente apalermado, eis senão quando reparo mesmo à minha frente escrito na fachada de uma casa o seguinte:
Herrar é umano, seus bando de inguenorantes.
Nem sabia se havia de rir ou chorar.
Não!!!! Já chega vou mas é para casa dormir uma soneca que assim não dá para aguentar!
8 de novembro de 2005
SITUAÇÃO DO PAÍS EM 1871

"O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (.)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado
como um inimigo. (.)
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!"
Eça de Queirós, 1871. Este texto merece ser publicado, pois passados 134 anos continua bem actual.
5 de novembro de 2005
O bom senso como suporte da humanidade
Se não tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu espírito, da sua «razão», dos amigos do «bom senso», para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imaginação, a humanidade já teria naufragado há muito tempo.
A loucura, o seu pior perigo, não deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar... quer dizer a irrupção da lei do bom prazer em matéria de sentimento de sensações visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do espírito e de considerar como um prazer a irrisão humana. Não são a verdade, a certeza que estão nos antípodas do mundo dos insensatos; é a crença obrigatória e geral, é a exclusão do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi até agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,... quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do espírito que preservou a humanidade,... mas os instintos que a combatem são ainda tão poderosos que em suma só se pode falar com pouca confiança no futuro da humanidade.
Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'

