23 de novembro de 2005

O AMOR NUMA PERSPECTIVA BEM HUMORADA!

O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca vistes.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém. Isso é um vibrador tailandês de 3 velocidades.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso
é um sequestrador.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa a sua marca por onde passa.
Isso é um pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso é um alienígena.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso chama-se controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.

"O amor é simplesmente... o amor."


19 de novembro de 2005

ELES NÃO FORAM GRANDES, FORAM ENORMES!


THE BEATLES


15 de novembro de 2005

HÁ DIAS ASSIM!

Há dias de manhã que a gente à tarde não pode sair à noite.

Hoje foi um dia mesmo duro.

Quando me levantei e depois de uma noite bem agitada, sonhei que não me deixavam dormir há já varias semanas e ainda por cima tinha de ouvir constantemente o disco do Zé Cabra, fui tomar banho e quando estava bem ensaboadinho faltou a água. Estão a ver como é!. Depois de ter ultrapassado essa situação telefonei para o meu amigo Paulo para saber a que horas nos encontravamos para o almoço e do outro lado ouvi isto:

Olá, telefonou para o Paulo e a Sónia. Não podemos atender por agora, porque estamos a fazer uma coisa que adoramos. A Sónia gosta de o fazer para cima e para baixo enquanto eu gosto da esquerda para a direita... muito devagar. Deixe a sua mensagem, que logo que acabemos de escovar os dentes telefonamos-lhe.

Como não consegui ligação com o Paulo resolvi ligar ao João que também tinha combinado ir connosco e ouço esta:

Olá. Aqui é o João. Se for da companhia de telefones, já enviei o dinheiro. Se forem os meus pais, por favor mandem dinheiro. Se pertencer a uma instituição financeira de caridade, não me emprestaram dinheiro suficiente. Se és um dos meus amigos, deves-me dinheiro. Se és uma rapariga, não te preocupes, tenho montes de dinheiro...

Mau, mau ! Isto está mesmo a correr mal. Estou a ver que tenho de ir almoçar sozinho.

Saí de casa sem saber muito bem onde iria almoçar e resolvi tomar um cafezinho antes e comprar o jornal. Enquanto saboreava o café e lia as gordas do Jornal de Noticias, três velhotes sentados na mesa ao lado conversavam sobre o melhor modo de se morrer.

O primeiro disse:
- Eu gostaria de morrer num acidente automobilístico, ao bater o meu carro a 200 Km/h
O segundo disse:
- Eu prefiro morrer durante o sono...
E o terceiro o mais velhinho de todos, disse:
- Ah, como eu gostaria de ser assassinado por um marido ciumento!

Ai que isto está a ficar lindo está.

Como não me apetecia pegar no carro meti-me no metro em direcção ao Porto para almoçar no primeiro restaurante que encontrasse, e mal acabei de entrar no metropolitano um tipo que vinha atrás de mim, antes da porta fechar gritou para o casal que o acompanhara:
-Tchau, Sérgio! Adorei o fim de semana! A tua mulher e óptima na cama, muito boa mesmo!
Intrigado, não contive a curiosidade e disse:
-Desculpe. Não me leve a mal, mas o senhor disse mesmo ao tipo que a mulher dele é boa na cama?
E ele confessou-me baixinho:
-Sabe como é... Ela até que não é nada de especial, mas eu não quis ofender o Sérgio.

- Eu num digo, isto ainda vai acabar mal.

Mas porque é que eu não fiquei em casa. Comia uma sopinha e nem sequer tirava o pijama.

Lá me dirigi a um restaurante na esperança de uma refeição calminha e bem servida.

Mandei vir um prego em prato e quando mo trouxeram não resisti e chamei o empregado.
- O senhor já viu o tamanho do bife que me trouxe?
Resposta do empregado:
- De facto não é grande, mas vai ver o tempo que o demora a comer.

Mas não ficou por aqui. Como estava com fome pedi para me trazer uma sopa.

Comecei a comer a dita cuja e…… não acredito.

- Oh, senhor empregado!
- Sim, diga por favor!...
- O senhor quer fazer o favor de me explicar o que está esta mosca a fazer na minha sopa!!!?
Pausa...
- Não sei bem senhor, mas parece que está a nadar de costas!!!
Belisquei-me para ver se não estava a sonhar e respirei fundo para me acalmar.

Pedi a conta e saí rapidamente daquela espelunca. Fiquei tão abananado com tudo o que estava a acontecer que fiquei no passeio a olhar o trânsito completamente apalermado, eis senão quando reparo mesmo à minha frente escrito na fachada de uma casa o seguinte:

Herrar é umano, seus bando de inguenorantes.

Nem sabia se havia de rir ou chorar.

Não!!!! Já chega vou mas é para casa dormir uma soneca que assim não dá para aguentar!

8 de novembro de 2005

SITUAÇÃO DO PAÍS EM 1871


"O país perdeu a inteligência e a consciência moral.

Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (.)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado
como um inimigo. (.)
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!"

Eça de Queirós, 1871. Este texto merece ser publicado, pois passados 134 anos continua bem actual.

5 de novembro de 2005

O bom senso como suporte da humanidade

Se não tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu espírito, da sua «razão», dos amigos do «bom senso», para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imaginação, a humanidade já teria naufragado há muito tempo.
A loucura, o seu pior perigo, não deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar... quer dizer a irrupção da lei do bom prazer em matéria de sentimento de sensações visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do espírito e de considerar como um prazer a irrisão humana. Não são a verdade, a certeza que estão nos antípodas do mundo dos insensatos; é a crença obrigatória e geral, é a exclusão do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi até agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,... quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do espírito que preservou a humanidade,... mas os instintos que a combatem são ainda tão poderosos que em suma só se pode falar com pouca confiança no futuro da humanidade.

Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'

4 de novembro de 2005



"Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Saint-Exupéry

24 de outubro de 2005



ANIVERSÁRIO DE UM BEBÉ

Ontem foi o meu aniversário...

Eu ia completar um mês de vida...

Pensei que tu mãe, me fosses dar uma festinha como as outras mães. Pensei que fosses dar no pai, o beijo que gostarias de dar em mim, porém a festa não foi alegre como eu esperava.

Mas, tu foste à farmácia comprar um presente, pena que esse presente tenha causado o fim da minha vida...

Porquê mãe?

Porquê logo no dia do meu aniversário?

Pensei que tu fosses ficar feliz com a minha chegada, mas tu não deixas-te eu caminhar nem metade. Tu barras-te o meu caminho.

Eu sabia que durante uns meses eu ia estragar a tua elegância, porém eu já tinha prometido a mim mesmo, que ficaria bem apertadinho, eu ia deixar-me crescer depois que nascer. E também tinha de ficar mudo nove meses.

Entretanto, mais tarde ia-te contar a felicidade de te ter como mãe. Olha... eu ia conversar muito contigo, quando tu estivesses triste, faria tudo para fazer nascer em teus lábios um sorriso, e quando estivesses alegre, faria tudo para que essa alegria durasse.

Sabes... Eu planejei tanta coisa!

Queria crescer bastante e depois de homem, lutaria com todas as minhas forças para que a guerra e o ódio acabassem e reinasse a paz no mundo. Queria crescer para plantar no chão da minha experiência, muitas rosas, para que o perfume embriagasse os homens e os deixasse incapazes de fabricar máquinas que matam os outros homens.

Sim...! Eu queria muitas coisas mas tu não sentis-te isso.

Por que me tiras-te a vida mãe?

Engraçado... eu pensei que os pais amassem os filhos, a ponto de lhes dar a própria vida.

Contudo... tu não me deixas-te viver a vida que mal tinha começado.

Olha, este era o meu plano, quando eu estava no teu ventre.

Hoje já não posso planejar nada, pois faço parte do mundo dos espíritos, onde a vida é verdadeira.

Estou muito triste, pois esta foi uma das maiores oportunidades que tive, agora vou esperar até que um dia tu mãe despertes para Deus, assim eu poderei nascer de novo nos teus braços, para juntos novamente resgatarmos as nossas faltas do passado...


Autor desconhecido

17 de outubro de 2005


OBRIGADO MINHA AMIGA!

Tens sido a minha verdadeira
e arrebatadora paixão há algumas décadas.
A minha confidente, que atura este mau feitio,
e ainda me dá os sons que eu preciso
para esquecer as agruras do dia a dia.
Ouves-me sempre com atenção.
Traduzes o que me vai no coração e reproduzes fielmente
tudo o que a minha alma grita.
Quantas vezes no silêncio da noite,
baixinho, muito baixinho me fizeste esquecer angústias,
medos, ingratidões e abafaste com a tua sonoridade
todos os meus lamentos.
Fazes parte de mim, és a extensão de mim próprio.
Sinto as tuas vibrações no fundo do meu ser e desfaleço na permuta.
És a minha feiticeira, o meu sonho acordado, tens cheiro a paz.
O teu som brota poesia e alimenta o meu imaginário.
Sempre te deste e ao acariciar-te rejuvenesço.
Minha boa e fiel companheira, só tu me tens entendido.
Através de ti conheci gente interessante e fiz bons amigos.
As viagens que temos feito!
Já me aparaste algumas lágrimas e sentiste a solidão
que por vezes sinto no meio de tanta gente.
Tens lido os meus mais intimos sentimentos.
As descobertas que temos conseguido!
Eu sei que há quem não entenda esta nossa relação,
mas desculpamo-los e entendemos porque não entendem.
Vou ser teu companheiro até ao resto dos meus dias!
Se um dia deixar de poder tocar-te, acariciar-te,
ou a nossa cumplicidade deixar de fazer sentido,
morre parte de mim.

Obrigado por tudo minha amiga!

29 de agosto de 2005



CARTA DOS PRIMO OISMACA



Caros primo:

Sou eu, os primo Oismaca, a contar os noticia da vida desde que deixei os Cabo
Verde para vir para Lisboa. Os vida corre muito bem, vale a pena vir viver para
Lisboa.
Pouco depois de ter chegado, apareceu os senhora esquisita com cheiro aquela
erva dos Jamaica, e disse que ia dar os casa aos nigga todo.
Eu disse que nao tinha os dinheiro para pagah, mas ela disse para os nigga nao
preocupar porque os contribuinte pagava.
Precisava dinheiro e queria trabalho, mas os broder disse que trabalho eh pos
branco. E foi assim que entrei nos gang.
Trabalhar nos gang eh cool. Os nigga passa os dia no cabeleireiro a fazer os
penteado novo para impressionar os dama e quando os dinheiro acaba pega nos
naifa e vai aos comboio assaltah os branco. Nem eh preciso ir todo os dia, uma
ou duas tarde a roubar dah para toda a semana.
Agora so uso os roupa cara e todos os semana compro Nikes nova.
Agora nos Verao, vamos para os praia. Levamos os tijolo para curtir os rap em
alto som, vemos os dama e ainda fazemos dinheiro.
Um destes dia, eu e mais 500 broders assaltamos todo os branco que estava nos
praia dos Estoril, e nos regresso ainda assaltamos os comboio e os loja.
Tu deves julgah que os branco nao curte os nigga porque nos esfaqueia muito
branco. Mas os branco gosta dos nigga. Nos televisao toda a gente diz bem dos
nigga e que o pais precisa dos broter.
No dia depois de roubar os branco nos praia, os broter dos Cacem matou uns
branco so pa experimentar os catana nova.
Os unica coisa chato eh os policia. Quando apanham os nigga a esfaquear os
branco levam pa esquadra. Ate ja me tiraram os fotografia. Mas depois pedirem
desculpa e mandaram os broter embora.

Mas tu nao sabe os melhor, em Outubro vou ser portugues. Es verdade. Os senhora com cheiro a erva dos Jamaica, disse que depois ja posso votar nos partido dela e ainda ganho mais coisa.
Vem depressa para Portugal e traz os familia toda. Este pais precisa de nos.
Um abraço dos primo Oismaca .

10 de agosto de 2005


APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Paredes, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Portimão. Pernoitando, prosseguiu para Pontevedra, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
- Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes.
- Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Por que pintas porcarias?
- Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão
perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei.