

Descansa em paz amigo
Ficarás sempre na minha memória.

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Um poema que ele escreveu
Vida murada
Velas à solta,
minha nau enlouquecida
crava
na tua pele bravia
(gosto de alga e sal)
minha indelével marca.
Folha madura estala
quebra-se,
sábia, a terra a recolhe.
nada além
do caminhar entre ramagens,
falsos bosques
que murmuro,
entre dentes
as coisas dantes.
Regressar,
porque se é partida e fuga
sempre deixamos alguém à espera.
Que são os anos para quem
vive sob permanente encantamento?
Que é da existência,
quando desfeita a paisagem?
Muro o meu medo
Que medo tem de ter medo.