8 de abril de 2011

Só por "casmurrice" não foi mais cedo e menos grave


O sociólogo António Barreto afirmou hoje que o pedido de ajuda externa era "inevitável" no actual contexto.

Em declarações à agência Lusa, António Barreto considerou que o pedido de assistência financeira feito pelo Governo português à Comissão Europeia era já uma inevitabilidade. "Neste momento sim, era inevitável. Se há três anos atrás tivéssemos tido juízo não teria sido necessário, mas agora não havia alternativa", afirmou o sociólogo à margem da entrega de um prémio de mérito científico na Universidade Nova, em Lisboa.

António Barreto salientou que "desde há ano e meio que se sabe" da necessidade de ajuda externa, mas por "casmurrice e teimosia, por atirar o lixo para debaixo do tapete e empurrar a gaveta com a barriga, tudo se fez para adiar".

O pedido de ajuda pecou por tardio, motivado por uma "trica política, em que todos se queriam culpar uns aos outros, feita em nome da má competição, mesquinha", acrescentou. "Se tivéssemos pedido ajuda há um ano e meio estaríamos muito melhor. Não estaríamos ricos, mas mais em paz", defendeu, considerando que no momento em que chega este auxílio encontra "uma população quem nem sabe o estado em que estão as finanças do país".

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