Portugal é o país da UE onde a taxade mortalidade das empresas é mais elevada. A vontade de ter um negócio próprio é grande, mas a realidade mostra que apenas 30% das empresas se mantém em actividade no fim do primeiro ano de vida.
Por cá, como noutros países europeus, o "desejo de ser o meu próprio patrão" é a principal motivação para a criação de negócios e de empresas. E os dados reunidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no estudo "O empreendedorismo em Portugal" mostram que não falta vitalidade aos empresários portugueses: só em 2007 nasceram 167 473 novas empresas, a maior parte nos serviços.
Este dinamismo inicial não é, no entanto, suficiente para obter sucesso. Prova disso mesmo é o facto de cerca de 30% das empresas encerrar antes de concluído o primeiro ano de actividade. E, no final do segundo ano, apenas se mantêm abertas 53,8%, o que significa que cerca de metade ficou já pelo caminho.
Por sectores, o INE constata que o dos serviços foi o que evidenciou maior dinamismo, tanto na natalidade com na mortalidade, situação a que não é alheio o facto de, nesta área, os custos de entrada e saída do mercado serem menores. Já a construção, surge como o sector onde mais empresas (cerca de metade) sobrevivem aos primeiros dois anos de actividade e isso explica-se pelo "tempo de duração de alguns tipos de obras, normalmente superior a um ano".
Os números sobre a criação de novas empresas mostram que Portugal é o terceiro país da União Europeia com a mais elevada taxa de natalidade (14,2%), mas mostram igualmente que a taxa de mortalidade (encerramentos) é a mais alta (14,8%), por comparação com a realidade dos 18 estados-membros para os quais existem dados semelhantes.
O "retrato" do INE neste estudo sobre o empreendedorismo incide sobre o período de 2004 a 2007 e conclui que naquele último ano existiam em Portugal 1,2 milhões de empresas não financeiras que, no seu conjunto, tinham associadas 3,8 milhões de pessoas ao serviço e geravam um volume de negócios da ordem dos 354,3 mil milhões de euros. A maioria destas empresas (68%) eram de empresários em nome individual ou trabalhadores independentes.
JN 27 de junho de 2009
POIS É! SER EMPRESÁRIO NESTE PAÍS
É O MESMO QUE TENTAR O SUICIDIO.
SENÃO LEIAM O TEXTO A SEGUIR.
Estamos num país, em que ser empresário é ser-se malandro! Como malandro, há que lhe dar cabo do canastro, porque assim não pode ser!
Impostos e mais impostos! Só se fala de obrigações sociais, ninguém fala em gastar menos. Em deixar de engordar o Estado!
Se alguém é empresário, tem a obrigação de pagar os ordenados a quem para si trabalha! Justo! Justíssimo!
Mas depois, tem de pagar, as contribuições para a Segurança Social e se não pagar, o “vigarista”, o “criminoso”, vai ter um processo-crime em cima. Além do mais, responde com o seu próprio património. Mas, não fica por aqui, ainda vai ver o seu nome e o da empresa, numa lista de indigentes, publicada pelo Estado.
Tem de realizar as retenções do IRS e entregar ao Estado, que assim se serve da sua estrutura administrativa, à borla, e entregar esse dinheiro ao mesmo Estado. E, como é à força, um intermediário, além de não ganhar nada com isso, se faltar ao compromisso ou se houver atraso, é penalizado.
Criminalizado, penalizado, enfim… ser empresário é arriscar o que é seu, em detrimento dos outros e ainda ficar, permanentemente à disposição da arrogância do Estado, a todo o momento, sendo visto como o único responsável do não funcionamento da economia.
E se as empresas dão lucro, está tramado, porque tem de pagar impostos, pela riqueza que está a gerar, e não vá o tipo fugir, até lá, paga o pagamento especial por conta, quer tenha lucros quer não!
E como se as coisas não chegassem, o Estado incompetente, visa gerar mais receitas com o novo código tributário. Sim, porque no meio de tudo isto, não são só os empresários que levam com a ripa…os trabalhadores também. E os reformados também, e os pré-reformados!
Ainda há pouco tempo, ouvimos falar da necessidade de alterar o esquema da segurança social, no que ao cálculo das reformas dizia respeito, para prevenir a sua sustentabilidade, para as gerações futuras. Bom, parece que afinal não chega, porque uns atrevidos investiram o dinheiro, que é nosso, em fundos de alto risco! E ninguém os prende. Ninguém os criminaliza, ninguém põe o nome destes malandros numa base de dados, em que toda a gente fique a conhecê-los.
Administrar o dinheiro dos outros, desta forma, e não ser responsabilizado, é fácil, quando se tem a prerrogativa de colocar, quer em cima dos empresários quer dos trabalhadores, uma maior carga fiscal.
E esta porcaria de país, assiste, impávido e sereno a esta devassa!
Por outro lado, andamos no corrupio da alta finança, a ver os roubos e vigarizes no BPN, no BPP, apoio à banca, generalizado, e quem paga esta treta toda? Os portugueses, aqueles que têm a mania que são espertos, nas suas atitudes diárias do salve – se quem puder, como se assim chegasse a algum lado.
Enquanto este povinho anda a tentar fugir, de pagar umas migalhas, andaram alguns a pedir dinheiro num Banco, para comprar acções noutro Banco e como a pandilha é grande, saltamos da administração de um lado, para o outro, e vamos controlar a situação no outro lado, porque isto, descambou.
E que garantias foram dadas? Nenhumas, e ninguém lhes cai em cima, porque são investidores/especuladores e não têm nenhuma fábrica de cuecas ou meias, no Minho.
E tudo isto, se vai passando, enquanto nos vão distraindo com as pressões no Ministério Público, mais o caso Freeport, mais este caso e mais aquele, e o país a afundar-se!
Parece, até, que o país não está endividado, e que a própria Caixa Geral de Depósitos, não está debaixo de olho das empresas de “ranking”, pois esta, até à data, tem sido um poço sem fundo para suportar toda esta pandilha, que tem aberto buracos financeiros em todo o lado. Portugueses, vamos ter de aumentar o capital social da Caixa Geral de Depósitos, outra vez! Aguentem-se à bronca!
Ah, mas se o meu amigo, for um modesto contribuinte que se tenha atrasado no pagamento dos seus impostos, está tramado, pois vai ter de pagar coimas ao Estado e ainda vai ver o seu nome na base de dados.
Resta perguntar: quem quer ser empresário neste país? A única profissão que não tem riscos é a de banqueiro e de especulador. Todas as outras, empresário ou trabalhador, estão condenadas a serem perseguidas, criminalizadas e a verem o seu nome vilipendiado, numa qualquer base de dados de um Estado, pródigo e especulador, também!
Retirado daqui

Pois e lá fora o papão da crise internacional não impede que países como a China continuem com um crescimento do PIB na ordem dos 8% (o estimado era de 12%)...
ResponderEliminarEu sei que a China não é exemplo para ninguém mas isto só vem provar, mais uma vez, que a crise para os outros já começa (realmente) a passar e para nós ainda vai durar MUITOS anos!
Aliás, chegou BEM antes e vai sair (talvez?) BEM depois!
Pulhas a culparem a situação internacional quando o cancro nasceu cá.
ola,bons dias.
ResponderEliminarcomo tudo que existe no universo
tudo nasce tudo vive e morre a minha opinião sobre as republicas e o sistema de governação já deu o que tinha a dar
como as ditaduras que estão acabando por todo mundo e já tarde
certos paises deviam evoluir o seu sistema de governaçao para alem da corupçao e injustiças brutais para que produz e quer trabalhar
para quem nunca pagou impostos e comem e bebem melhor do que quem trabalha e paga impostos
Acho sempre que um problema deve ser sempre resolvido na raiz e neste caso a raiz é a (republica)
A perspectiva que apresenta é muito interessante, mas relativamente ao patronato só sofre dessa forma quem é honesto (um minoria). Os restantes "patrões" - a maioria - vivem bem com a lei à perna (que nunca lhes toca efectivamente) e com o povinho a idolatrar, quer sejam ladrões ou não, quer paguem salários ou não, quer assumam as responsabilidades ou não. É que em Portugal ser patrão significa na maior parte das vezes beneficiar das vantagens da posição mas depois descartar as responsabilidades e culpas nos colaboradores, no governo e na crise. Existem multiplas ferramentas de análise que hoje em dia não permitem que nenhum "empreendedor" utilize a desculpa do "ninguém ia adivinhar". O problema é que isso representa esforço, tempo, muito trabalho e estudo. Estas duas últimas caracteristicas são coisas de que os portugueses fogem a sete pés. Pois.. um empreendedor tem de ser uma pessoa especial, votada ao trabalho árduo e ao estudo, de forma a ter uma visão do mercado mais ampla quanto possível. Em Portugal restam-nos os ladrões e os que pensam que ser o Steve Jobs é só falar bem em conferências e andar em grandes carros.. Mas sendo que o povinho idolatra o empreendedor de bolso a verdade é que tem o que merece!
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