22 de junho de 2009

"O rochedo"


Entristece-me o facto de tudo se modificar à nossa volta e ainda existirem “vendedores de sonhos” a ocuparem lugares “chave” onde se decide o destino de um Povo.
Hoje não se sabe onde começam e onde acabam as liberdades dos outros, susceptíveis de limitarem a liberdade de cada um.
Em certos círculos, parece ter sido imposto um certo “regime” com o propósito de ocultar e/ou confundir as ideias. Os menos atentos são “varridos” pelo agitar de promessas, números – e contraditórios – que roçam o insulto, quando não se cai nele rotundamente.
Perante este cenário, o normal funcionamento das instituições tornou-se insustentável. Hoje tudo se acha sujeito a discussão e a revisões.
Considerando que a liberdade dos outros abrange – entre outros aspectos – o respeito pela vida, integridade física, bom-nome e pela propriedade, importa, então, saber:
Até que limite a liberdade de cada um, ao emitir livremente as suas opiniões, não poderá ofender gravemente a liberdade dos outros quanto ao respeito de credos religiosos, de costumes, conduta moral, etc…
O Estado, em nome do interesse público, tem julgado importante impor a restrição a uma panóplia de direitos adquiridos e cerceamento das liberdades, com interferências perturbadoras nas convicções dos cidadãos no que concerne à confiança destes nos órgãos de soberania.
Enquanto as instituições não assentarem num determinado número de regras indiscutíveis e inatingíveis, só se pode estar perante uma anarquia, com todas as consequências dai resultantes.
É inadmissível – quando a lei é igual para todos – que a pequena criminalidade -pequenos furtos/roubos – tenha um tratamento célere por parte dos tribunais e que a grande e hedionda criminalidade consiga “travar”, de forma escandalosa, a acção da justiça quando estão em causa a função, estatuto, de certos suspeitos e/ou arguidos que amordaçam impunemente os pressupostos de um Estado de Direito Democrático e os princípios mais elementares da ética, justiça, equidade.
Agora sabemos que não é difícil o progresso… pelo contrário, o que é difícil é destruir o “rochedo” batido por toda a opinião publica, por todos os que lutaram pela igualdade perante a lei, mas que, teimosamente, se mantém de pé e que – para espanto de todos – nenhum “furação político”, ou revolução popular, conseguiram vencer.
“Rochedo” que, penso, se prepara – limpando e arejando as suas engrenagens e roldanas – para influenciar os destinos de um Povo, antes, e após, as eleições legislativas e autárquicas.
Nas últimas eleições ficou provado que os que levam a vida a narcizar-se, a organizar manifestações, desfiles, cerimónias de apoteose, já não conseguem hipnotizar os que despejam nas urnas – de forma secreta, não vá o diabo tecê-las – a sua própria vontade e liberdade interior.

PAULO

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