Não resisto: transcrevo aqui parte do editorial da revista Sábado desta semana (o qual subscrevo);"Os partidos portugueses, com exepção do PSD, juntaram-se num esforço sobre-humano para educar o povo e livrá-lo da sua burrice congénita. Com receio de que os eleitores não consigam perceber a diferença entre a votação de um presidente de câmara e de um primeiro-ministro, os partidos defendem a convocação de duas eleições no espaço de duas semanas.
De facto, seria mais prático ter legislativas e autárquicas no mesmo dia (pessoas, meios, requisições de escolas...), seria mais barato (menos 4 milhões de euros) e, sobretudo, seria mais agradável (obrigava as pessoas a deslocarem-se apenas uma vez à mesa de voto). Mas para os partidos, nenhum destes argumentos anula o mais imporatnte de todos: os portugueses não iriam perceber a diferença entre os dois actos eleitorais, iriam confundir tudo e eleger um primeiro-ministro que, no fundo, no fundo, não queriam.
É nestas alturas que convém deixar bem clara a consideração que os políticos têm pelos eleitores. Para que depois, quando a abstenção voltar a ultrapassar os 60%, não se queixem da pouca consideração que os eleitores têm por eles."
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