5 de maio de 2009

Músicos e editoras reagem aos downloads

Descarregamentos ilegais forçam responsáveis do sector à procura de alternativas.

Cada vez mais frequentes, os downloads ilegais afectam em particular o mundo da música. As editoras procuram soluções para diminuir perdas que, apesar disso, se agravam de ano para ano. Mas a batalha, garantem, não está perdida.

Compositores, intérpretes, produtores e editoras vêem-se ameaçados pelos descarregamento maciços de música gratuita através da internet. O produtor e músico Tozé Brito defende que os downloads prejudicam a indústria musical, mas sobretudo "os compositores, autores, músicos e toda a gente que vive da música, ao ficarem privados dos direitos de autor".

Tozé Brito culpabiliza quem incita a prática. "Estamos a falar de disponibilizar e isso, para mim, é mais grave do que ir à Internet fazer um download, de vez em quando", sublinha.

Ao fim de três avisos em que os cibernautas continuem a descarregar música sem pagar, o acesso à Internet é cortado. Esta foi a proposta feita no parlamento francês e, caso seja aprovada, as sanções são aplicadas por uma entidade não judicial denominada Hadopi. "Pode ir de multas a penas de prisão. A lei é claríssima: é um crime de usurpação", defende Tozé Brito.

Rui Veloso é contra os downloads grátis, mas destaca casos de artistas que utilizam a Internet para divulgar o seu trabalho. "Se um grupo quer promover a sua música e não quiser editora, há muitos grupos que publicam o seu trabalho com os downloads de música", refere.

O artista realça que na Internet há maior espaço para a divulgação do repertório e menor distância entre público e músico. "Uma pessoa faz um CD com 12 músicas e a rádio passa uma ou duas. Antigamente, havia espaço para a divulgação de LP's. Talvez lançar canção a canção até tenha alguma lógica", admite.

Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, diz que o aumento dos downloads era fácil de prever, mas acredita, por outro lado, que "as editoras não se posicionaram bem nessa mudança".

Armando Cerqueira, gerente da Edisco, revela que na sua editora os downloads não são os grandes responsáveis pela queda de vendas. "O repertório que editamos não é muito afectado, porque é folclore e música pimba", afirma.

"A Associação Fonográfica Portuguesa baixou para metade os galardões. Hoje, para ser disco de ouro basta a compra de 10 mil discos, quando no passado seria o dobro", conta o promotor da Vidisco, João Azeitona. O responsável admite que o futuro passa pelos downloads autorizados e a ligação de editoras a telefónicas a partir "das músicas, toques e vídeos", mas revela que a estratégia da Vidisco tem sido a "diminuição do número de edições e um maior critério de qualidade". Ao investirem "pela certa", quem sai a perder são os músicos, reconhece.

Carla Simões, responsável da área digital da Universal Music Portugal, pensa que "o mercado físico nunca vai desaparecer", porque ainda vai havendo quem prefira ter o CD original e as edições especiais. "Não há lançamento prioritário que não tenha uma série de versões diferentes, exactamente para motivar", confirma. A Universal dispõe de uma plataforma internacional na qual investiu em alternativas legais como "o lançamento da música online em Portugal, que é a única loja de música portuguesa apenas em formato digital".

SUSANA FARIA

ENQUANTO HAVIA TETA TODOS MAMARAM,
AGORA QUE SECOU,
ANDAM AFLITOS. POIS É!
BASTAVA QUE BAIXASSEM OS PREÇOS EXORBITANTES
DOS DISCOS
PARA QUE O NEGÓCIO FUNCIONASSE.

É EVIDENTE QUE QUEM REALMENTE GOSTA DE MÚSICA PREFERE
TER OS DISCOS, EM VEZ DE SACAR AS MÚSICAS DA NET.

QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE!




4 comentários:

  1. Actualmente qualquer artigo em venda que seja considerado Arte, é vendido com o IVA a 5%. No entanto a música quando é para vender já não é Arte, porque os cabrões vendem com o IVA a 20%. As bandas todas e as editoras unem-se nestas merdas contra a pirataria mas nunca falam disto.

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  2. Pois, realmente eles estão a ficar atarantados!

    O problema não é "a mama acabar", o problema é que eles não se estão a adaptar aos novos meios!

    Há quem costume fazer a analogia entre a rádio e a indústria da música, a tv e o cinema, o vhs e o cinema, etc...

    Mas a verdade é que, com a internet, o meio de distribuição mudou (é muito mais fácil distribuir conteúdos) e apareceram MILHARES de bandas novas que nunca conseguiriam editar pelas vias normais (embora algumas sejam realmente boas)!

    Isso é que está a ser o seu problema, os lucros estão a baixar imenso!

    A verdade é que quem não compra (porque faz download da música na net) "NUNCA" iria comprar mesmo, logo, é mercado que não interessa!

    E ainda temos a cena dos que compram porque conheceram a banda através da net...

    Eles queixam-se muito mas serviços como o iTunes facturam milhões com vendas de músicas a 1 euro!

    Quantas vezes compramos um CD para depois apenas gostarmos de uma música?! (não estou a falar, obviamente, daquelas bandas que devoramos tudo o que fazem)

    É a mesma coisa com a indústria cinematográfica...

    Por exemplo, os Blurays são ESTUPIDAMENTE caros! Custam, no mínimo, cerca de 25 euros cada.

    Possa, eu bem que os quero comprar mas acho UM EXAGERO dar 25 euros por algo que "não vou voltar a ver" (quantas vezes revemos um filme? Só se for realmente bom...).

    A minha solução tem sido alugar ou fazer download (embora, novamente, se houver para aluguer, prefiro alugar! É mais rápido e não me ocupa espaço no disco :o)).

    O problema com os alugueres é que a escolha ainda é muito limitada nos conteúdos HD...

    Para terminar, gostava de referir que esta coisa das cópias é uma coisa muito "Europeia de país de terceiro mundo".

    Pelo que tenho visto, os Americanos são [em grande parte] contra as cópias. Eles sabem que o produto é feito no seu país e estão a impulsionar a economia ao comprarem o que é feito lá.

    O problema (para nós) é que as coisas não custam lá o que custam aqui! (e os nossos salários também não são iguais)...

    No fim, tudo se resume ao que disseste: baixem os preços que as pessoas começam a comprar mais!

    Ou isso, ou adaptem-se aos novos tempos usando a internet como canal de distribuição privilegiado (com serviços pagos).

    Então não há casos de empresas que distribuem filmes via "peer to peer" (ou seja, usam a largura de banda dos seus clientes para redistribuirem os seus conteúdos)?

    Parece-me um bom modelo de negócio onde TODOS lucram e onde é dado uso às novas tecnologias para criar novos canais de distribuição!

    Depois vemos casos como o do pirate bay, um simples tracker de torrents [que não aloja quaisquer conteúdos ilegais, apenas informação sobre ONDE fazer o download [ie: quem os está a alojar]] e foram crucificados em tribunal há umas semanas...enfim!

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  3. Hermi M musico independente,a internet veio ajudar muito os musicos que nunca tiveram hipoteses de entrar para o mercado ,nao sou contra a internet ate porque so havendo estes meios e que podemos destinguir o bom do mau.As grandes multinacionais criam enormes estereotipos da musica que temos de ouvir diariamente. A internet veio para dar as pessoas uma certa liberdade de opcoes. Pena que as editoras nao se adaptem aos novos tempos

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  4. Hermi M musico independente,a internet veio ajudar muito os musicos que nunca tiveram hipoteses de entrar para o mercado ,nao sou contra a internet ate porque so havendo estes meios e que podemos destinguir o bom do mau.As grandes multinacionais criam enormes estereotipos da musica que temos de ouvir diariamente. A internet veio para dar as pessoas uma certa liberdade de opcoes. Pena que as editoras nao se adaptem aos novos tempos

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