
Toda esta polémica sobre o tabagismo, os limites à venda de tabaco, a proibição de fumar em locais com menos de cem metros quadrados, é muito desequilibrada.
Uma coisa é a propaganda ao fumo. Está mal. Perfeitamente de acordo com isso, e notam-se diferenças interessantes. Quando vemos um filme rodado há mais de cinquenta anos, reparamos que os seus actores andam de cigarro na mão, quase permanentemente. Era um modelo, que naturalmente seria seguido. A propaganda ao cigarro, o homem da Marlboro, ou o Camel, foram marcas com uma publicidade que ficou.
Também é certo, que há hábitos que foram desaparecendo e por medidas de imposição. Antigamente fumava-se nos cinemas, por exemplo, ou recentemente ainda, nos transportes públicos. Hoje achamos natural que não se faça.
Mas como todo o fundamentalismo, quando se ultrapassa um certo ponto torna-se ineficiente e até ridículo. Este caso da venda a menores, por exemplo. Pedir o B.I. a um rapaz que vai comprar um maço de cigarros é um bocado ridículo, confessemos. Se o maço for tirado de uma máquina automática, mais difícil o será. E o que impede alguém com mais de 18 anos comprar quatro ou cinco maços para si e para os amigos…?
Lembra-me a lei-seca que tão molhada foi. Ou o costume vem do interior de cada um ou, a imposição à força, será para além de difícil, ineficiente!
Mas já agora que estamos nesta senda da saúde publica, não poderíamos estender isto à sanidade mental? Mais especificamente, que tal proibir outro género de coisas em locais públicos? Assim de repente: Telenovelas e reality shows, imprensa cor-de-rosa, certas rádios que intoxicam os ouvintes com música pimba…enfim, é só uma ideia.
A nossa liberdade termina onde começa a dos outros! Foram os meus pais que me ensinaram! ;o)
ResponderEliminarNão foi pai...?