13 de janeiro de 2006

Finalmente vamos ter a lei que obriga a passagem de música Portuguesa numa percentagem aceitável!

Email que recebi da SPA.

Caro(a) colega:

Finalmente, e após anos de luta, vai ser aprovada em breve uma alteração à lei da rádio que impõe quotas mínimas de música portuguesa. A criação da PLAM (Plataforma Pela Música) foi determinante neste processo porque não só concentrou esforços como mostrou uma unidade dos autores, intérpretes, editores e demais intervenientes no mercado da música que convenceu o poder político a avançar. Sobre esta lei encontra algumas opiniões em www.gdaie.pt/gazeta

Nos últimos tempos tem havido grande movimentação por parte de alguns grupos de media que mais se têm oposto a esta lei, tentando exercer uma pressão que pudesse travar o processo. Esta movimentação tem assumido por vezes aspectos pouco dignos, como é o caso de um artigo publicado pelo Diário de Notícias cuja história pode ser lida em http://www.spautores.pt/page.aspx?contentId=411&idMasterCat=41 . Sobre este caso posso informar que já foi enviada queixa para a Alta Autoridade para a Comunicação Social, da qual aguardamos o resultado.

A PLAM está a lutar por diversos outros objectivos que consideramos prioritários para o desenvolvimento do mercado da música portuguesa. Encontra alguma documentação sobre a PLAM em http://www.spautores.pt/page.aspx?contentId=216&idMasterCat=39

Quando soubermos da data de votação no plenário da Assembleia da República procuraremos informa-lo(a) pois será de todo o interesse que estejamos presentes na galeria durante este importante momento para o futuro da nossa música.

Cumprimentos

Pedro Osório

Administrador Adjunto

3 comentários:

  1. Finalmente vamos poder (voltar a) ouvir Marante nas rádios!

    Estou mortinho que essa lei chegue aos bares para, novamente, o Marante chegar ao CAOS total (desta vez no Pé d'Água).

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  2. Eu sei que vou ser linchado mas não sou a favor dessa lei, em minha opinião as musicas portuguesas deveriam conquistar o seu lugar nas rádios à sua propria custa. Esse é o meu argumento principal.
    Mas também, e perdoem-me a minha falta de conhecimento em termos de legislação mas uma rádio é uma empresa (parte de um grupo ou não) que presta um serviço e obtém a maioria dos seus lucros através de publicidade a outras empresas. Essa rádio como prestadora de serviços às outras empresas deve usar os meios (musica neste caso) que melhor efeito tem sobre o publico que pretende cativar, para assim maximizar a publicidade e prestar um bom serviço como empresa. Em analogia seria o mesmo que obrigarem um supermercado a vender uma certa percentagem de produtos portugueses, embora fosse bom para a economia não me parece viável ou mesmo legal. E esta é a visão fria da coisa.
    Mas não esquecer que o meu argumento principal é que o lugar nas rádios deve ser conquistado e não forçado.

    Um grande abraço Luís! :)
    Vitor

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  3. São novos não pensam!!!!! Eheheheh

    O Vitinho (3 quartos sala de jantar e quintal) deixou um comentário acerca da alteração à lei da rádio que peca em meu entender pela falta de conhecimento do que na realidade está em causa, mas não é de admirar pois está a ver apenas o seu lado e gosto pessoal e tem todo o direito disso, e em abono da verdade fez uma analise interessante só que um pouco superficial. Pensa só no seguinte:

    O que está em causa aqui é defender a nossa cultura, os nossos usos e costumes, as nossas raízes.

    Porque carga de água temos de continuar a ser os parolos de sempre, ouvindo apenas o que nos impingem lá de fora.

    Todos os países defendem aquilo que é seu, porque não fazermos o mesmo?

    Basta ir aqui à vizinha Espanha e não ouves uma única música que não seja espanhola, mas isto acontece na esmagadora maioria dos Países e aqui o que se pretende não é isso é apenas obrigar a passar uma percentagem de música nacional.

    Em Portugal este problema já vem de muito longe, basta dizer-te que no tempo em que eu tocava era piroso tocar fosse o que fosse que não música Inglesa. Gostasses ou não do que se ia fazendo a nível nacional estavas como que impedido de o tocar e porquê? Porque as nossas rádios só passavam música estrangeira.

    Agora vê isto! Se as rádios que continuam a funcionar pela mesma cartilha dessa época, o que é uma realidade, não passarem musica portuguesa como é que as pessoas têm acesso à dita cuja? Que conheces tu de música Portuguesa? Tu e os outros da tua idade. Provavelmente começaste a conhecer alguma coisa exactamente no Pé d’Água.

    E não é só isso. Já pensaste na quantidade de compositores que têm trabalhado anos e anos a fiu para a “gaveta” com trabalhos por vezes fabulosos e que não têm possibilidade de os dar a conhecer porque as rádios estão mais interessadas em passar o que está a dar na estranja.

    A música portuguesa não pode conquistar lugar nenhum á sua própria custa porque nem sequer lhe dão hipóteses disso. Como podes comparar aquilo que não te é dado a comparar?

    Quanto às rádios serem empresas e terem de agir segundo determinados modelos para assim atingirem os lucros que necessitam, isso é uma falsa questão, porque se se derem ao trabalho de analisar o que de bom há na nossa música vão ver que têm coisas com muita qualidade para preencher em Português a tal percentagem e agradar a todos os públicos.

    Um grande abraço Vitor e ainda bem que fizeste o comentário, nada como exprimir-mos as nossas ideias.

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